Mulher é presa após atirar contra homem durante discussão em Guaratinguetá

Homem foi atingido no braço e levado ao pronto-socorro.

Gabrielle Luiza
Gabrielle Luiza
Jornalista esportiva formada, atua na produção de conteúdo para televisão e plataformas digitais, com experiência em reportagem, redação e cobertura de eventos esportivos. Apaixonada por futebol, acredita no esporte como ferramenta para contar boas histórias e aproximar pessoas. Fora do trabalho, é fã de música, Game of Thrones, Harry Potter e está sempre em busca de novos desafios e aprendizados na comunicação.
Foto: Reprodução

Uma mulher foi presa em flagrante após atirar contra um homem durante uma discussão dentro de uma residência em Guaratinguetá. O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (25) e foi inicialmente atendido pela Polícia Militar como uma possível ocorrência de violência doméstica.

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Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a mulher com um revólver. Após negociação, ela entregou a arma aos agentes. Na sequência, um homem saiu da residência com um ferimento no braço provocado por um disparo.

Segundo o relato da mulher à polícia, o homem teria tentado forçá-la a manter relações sexuais contra a vontade dela. Ela afirmou que se trancou em um cômodo, pegou a arma que pertenceria ao homem e efetuou os disparos em sua direção, atingindo-o no braço.

O homem negou a tentativa de abuso. Segundo a versão dele, os dois se conheciam, haviam se encontrado em um bar e ele teria convidado a mulher para manter relações sexuais, que seriam consentidas. Ainda conforme o relato, em determinado momento ela pegou o revólver e atirou contra ele.

O homem foi socorrido pelo SAMU e encaminhado ao pronto-socorro, onde permaneceu internado sob escolta policial.

Um revólver calibre .32 foi apreendido, além de oito munições intactas e cinco estojos deflagrados. O exame residuográfico realizado pela perícia apontou a presença de resíduos de chumbo na mão esquerda da mulher.

Investigação

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante da mulher. Segundo o boletim, não foi possível confirmar naquele momento uma situação evidente de legítima defesa, já que não havia testemunhas, imagens de câmeras ou outros elementos que permitissem esclarecer o que aconteceu além das versões apresentadas pelos envolvidos.

Por isso, a análise sobre uma eventual legítima defesa deverá ser feita pela Justiça durante a audiência de custódia.

A Polícia Civil não pediu a prisão preventiva da mulher, mas solicitou a aplicação de medidas cautelares. Ela foi encaminhada para a Cadeia Pública de Lorena, onde aguardará a audiência de custódia.

O homem permaneceu internado sob escolta policial e deverá ser liberado mediante pagamento de fiança e cumprimento das condições determinadas. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias dos disparos.

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