Novo laudo reforça que morte da PM Gisele não foi suicídio

Documento é um complemento da perícia anterior e foi produzido a pedido da defesa do marido, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto. Análise foi juntada ao processo em 1º de setembro.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Reprodução

Um novo laudo da Polícia Científica reforçou a conclusão de que a policial militar Gisele Alves Santana não cometeu suicídio.

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O documento, que foi divulgado nesta semana, complementa a perícia anterior e foi produzido a pedido da defesa do marido dela, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Rosa Neto. O laudo foi juntado ao processo no dia 1º de setembro.

Segundo a análise, a avaliação dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos encontrados no local contradiz a hipótese de suicídio. A perícia também aponta que a possibilidade de participação de uma segunda pessoa na cena do crime segue sustentada pelo conjunto de vestígios e provas.

O documento foi elaborado para responder a questionamentos apresentados pela defesa sobre os métodos usados na reconstrução dos fatos e na análise da cena. Ele não altera a conclusão anterior sobre a dinâmica da morte, apenas a complementa.

A defesa do tenente-coronel afirmou que vai questionar novamente o laudo.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano, no apartamento onde morava com o marido, em São Paulo. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas as investigações da Polícia Civil concluíram que o tenente-coronel matou a esposa e forjou a cena do crime.

Ele está preso preventivamente desde março. A prisão foi feita em um apartamento mantido por ele no Jardim Augusta, região central de São José dos Campos, em uma operação que durou menos de 30 minutos.

Tenente-coronel indiciado por morte da PM Gisele é preso em São José
Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o caso à Justiça. Geraldo Leite Rosa Neto também responde a um processo na Justiça Militar. Ele passou à reserva da Polícia Militar em junho, após a publicação de um decreto que oficializou a aposentadoria.

Segundo a PM, uma eventual perda do posto e da patente, com impacto sobre a remuneração, depende de decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar.

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