A Polícia Civil de São Paulo abriu nesta sexta-feira (25) um novo ponto de escavação no Pico dos Marins, em Piquete, durante a busca por vestígios de Marco Aurélio Simon, escoteiro desaparecido há 40 anos na montanha. A área foi identificada como promissora após análise de imagens aéreas feitas com drones, que revelaram alterações no terreno.
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Diferente do local escavado no primeiro dia da operação, o novo ponto exigiu o uso de uma serra elétrica para a retirada de árvores e de um trator para o preparo do solo. Os peritos realizaram escavações manuais com o objetivo de encontrar indícios de material orgânico ou qualquer outro vestígio que possa contribuir com a investigação.
Os sedimentos recolhidos foram transportados para um ponto específico da base montada no local e devem passar por análise laboratorial.

O terreno é considerado de difícil escavação, por conter terra natural misturada a solo remexido, o que, segundo os peritos, pode ser resultado da construção de uma estrada antiga no trecho. Os mesmos procedimentos adotados nesta sexta também serão aplicados ao material retirado na quinta-feira (24).
O trabalho foi encerrado no fim da manhã desta sexta. A investigação continua sob sigilo, e os policiais informaram que não haverá nova escavação no sábado (26), para que o material recolhido nos dois primeiros dias seja analisado antes da definição dos próximos passos.
Marco Aurélio tinha 15 anos quando desapareceu em 8 de junho de 1985, ao descer sozinho o Pico dos Marins para pedir ajuda após um colega se machucar. Ele nunca mais foi visto. O caso, inicialmente tratado como desaparecimento, foi arquivado em 1990 e reaberto em 2021 com novas linhas de investigação, incluindo a suspeita de homicídio e ocultação de cadáver.

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