São Sebastião alvo de operação contra esquema de corrupção envolvendo policiais civis

Segundo apuração do SBT News, o município do Litoral Norte está entre os alvos da Operação Merx, deflagrada nesta sexta-feira (28) pelo MP e pela Corregedoria da Polícia Civil.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Divulgação/Polícia Civil

São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, é uma das cidades alvo da Operação Merx, deflagrada nesta sexta-feira (28) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Corregedoria da Polícia Civil. A informação é da apuração do SBT News.

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A ação investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo policiais civis da Grande São Paulo. Não há informação sobre quantos mandados foram cumpridos no município nem se houve presos na cidade.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil. A Justiça determinou a prisão preventiva de sete investigados, além de buscas e apreensões, quebra de sigilo telemático e bloqueio de bens.

Entre os presos estão quatro policiais civis, um advogado e duas pessoas apontadas como responsáveis pelo pagamento das vantagens indevidas. A Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de bens de até R$ 4 milhões. Um investigador foi afastado da função pública e proibido de manter contato com investigados e testemunhas.

Segundo as investigações, os policiais são suspeitos de solicitar vantagens indevidas equivalentes a cerca de 70% do valor das mercadorias para não apreender integralmente ou para devolver parte de cargas de aparelhos eletrônicos provenientes de descaminho. Os valores identificados chegam a aproximadamente R$ 2,35 milhões.

De acordo com o MPSP, um dos casos investigados envolve uma carga de celulares apreendida em 17 de junho de 2024. A suspeita é de que apenas parte dos aparelhos tenha sido formalmente apreendida.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás, além de unidades policiais.

Após a operação, a Corregedoria Geral da Polícia Civil realizou correições extraordinárias nas unidades alvo da ação para apurar possíveis irregularidades. As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e a extensão do esquema.

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