Em agosto, a produção de veículos no Brasil cresceu 5,2% em comparação a julho, totalizando 259,6 mil unidades, incluindo carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. Esse aumento representa o maior volume de produção desde outubro de 2019 e marca um retorno aos níveis anteriores à pandemia.
A Anfavea, entidade que representa o setor automotivo, destacou que as vendas diárias se mantiveram em torno de 11 mil veículos, uma média pré-pandemia. No entanto, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, expressou preocupações sobre o impacto dos veículos eletrificados importados da China.
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Leite observou que o estoque de veículos eletrificados produzidos na China e estocados no Brasil alcançou um pico de 86,2 mil unidades em julho. Ele atribui esse aumento ao enfraquecimento do mercado chinês e à alíquota reduzida de imposto no Brasil, que favoreceu a importação desses veículos.
Para enfrentar a situação, Leite pediu a imediata recomposição do imposto de importação para 35%, uma medida que havia sido planejada para ser implementada gradualmente até 2026. Ele também alertou que o grande volume de veículos eletrificados em estoque pode causar desequilíbrios no mercado nacional.
Em agosto, o estoque total de veículos no Brasil chegou a 268,9 mil unidades, um aumento em relação aos 255,8 mil registrados em julho. Enquanto isso, a média de vendas mensais de veículos eletrificados subiu de 6,8 mil no final de 2023 para 9,4 mil entre junho e agosto deste ano.
Leite também mencionou que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) receberá um novo pedido para ajustar as tarifas de importação, visando proteger a indústria local dos efeitos adversos desse grande estoque de veículos importados.
*Texto de Letícia Silva supervisionado por Gabriela Leite