Casos recentes de violência contra professores em escolas municipais de São José dos Campos reacenderam o debate sobre a saúde mental dos profissionais da educação. Um levantamento da Prefeitura aponta que os transtornos psiquiátricos foram a principal causa de afastamento de servidores da Secretaria de Educação em 2024.
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Na Escola Municipal Vera Lúcia Carnevalli Barreto, no bairro Santana, uma professora foi agredida por um aluno durante uma ocorrência dentro da unidade. Segundo a docente Ana Lúcia do Prado, que atua há 22 anos na rede municipal, ela foi derrubada e recebeu chutes enquanto tentava conter a situação. O estudante ainda tentou pegar um extintor de incêndio, que poderia ter sido usado como arma.
Outro episódio ocorreu na Escola Municipal Ildete Mendonça Barbosa, no Parque Residencial União. Três alunos foram suspensos após um deles colocar uma lâmina de vidro no copo de água da professora Michelle Ramos. A docente percebeu o objeto antes de beber. O caso é investigado pela Polícia Civil e também é acompanhado pelo Conselho Tutelar e pelo sindicato da categoria.
De acordo com o estudo da Prefeitura, 347 servidores da Educação ficaram afastados por mais de 15 dias em 2024. Desses, 169 (49%) tiveram licenças por transtornos psiquiátricos. Os professores concentram 76% dos afastamentos, com maior incidência entre profissionais de 40 a 49 anos.
Especialistas ouvidos na reportagem alertam que episódios de violência, pressão no ambiente escolar e desgaste emocional têm agravado o adoecimento mental dos educadores, reforçando a necessidade de políticas de prevenção e acolhimento nas escolas.
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