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Boa Notícia: Ser mais grato muda o cérebro, melhora a saúde e fortalece vínculos sociais

A neurociência demonstra que praticar a gratidão ativa regiões do cérebro associadas à recompensa, intensificando o sentimento de bem estar social.

A neurociência demonstra que praticar a gratidão ativa regiões do cérebro associadas à recompensa, intensificando o sentimento de bem estar social.

Dezembro é um mês inundado pelo saudosismo. Revisitar os feitos, relembrar os acontecimentos, até mesmo se gabar da lista de resoluções completas, é uma tradição universal, que nos faz olhar para o ano que passou com um misto de orgulho pelo que conquistamos e autocrítica pelo que poderíamos ter feito melhor. E aproveitando as festas, o clima de retrospectiva, e a esperança de um ano que está para começar, a boa notícia da semana confirma algo que muitos já sentíamos no dia-a-dia: Ser grato melhora a saúde e traz bem estar.

Mesmo que os mais pessimistas não vejam motivos para ser grato, a neurociência mostra que a gratidão não é um sentimento de conformidade ou de anestesia para as mazelas do mundo, mas um estado emocional ativo que pode atuar no cérebro, reorganizando nossas atividades cerebrais, alterando a forma como enxergamos a realidade.

Do ponto de vista da neurociência, ao praticar a gratidão treinamos nossa atenção à focar nos acontecimentos positivos e encarar os negativos com afastamento emocional, diminuindo a ansiedade e ajudando a utilizar o lado racional para lidar com os problemas. Ser grato ativa nosso sistema de recompensa, fazendo com que o cérebro libere dopamina e serotonina, os hormônios do bem estar. Além disso, ativa o córtex pré-frontal que ajuda na regulação emocional e na tomada de decisões; tudo isso fortalece circuitos de bem-estar, reduz o hormônio do estresse (cortisol) e promove resiliência, criando um ciclo positivo de felicidade e saúde mental. 

Além do impacto no bem-estar, a ciência indica que a gratidão tem efeitos poderosos na vida social. De acordo com um estudo feito pela Associação Americana de Psicologia, ser grato ajuda a encontrar parceiros para socialização, ter consciência de benefícios recebidos e criar ciclos de reciprocidade. Pesquisas observaram que expressões de agradecimento aumentam a probabilidade de manutenção do vínculo e de ajuda futura. Agradecer pode acalmar a mente, estimular o autoconhecimento e fazer com que a pessoa valorize o que já tem, em vez de nutrir a ansiedade por aquilo que deseja ter. Ser grato pelos pequenos acontecimentos, ou pelas grandes conquistas é uma forma poderosa de garantir o bem estar, reduzir o estresse e aumentar as chances de vivenciarmos momentos bons. Não se trata de uma força mística de atração, mas de um ciclo de virtuosidade. A neurociência explica que o bem-estar causado pela gratidão nos impulsiona a ter atitudes melhores, a nos esforçarmos mais e a sermos mais resilientes.

O fim de ano é a época perfeita para nos aproximarmos desses valores, olhando com carinho para cada conquista e traçando novas metas. É um tempo de renovação, de esperança e de cuidado com as narrativas que contamos a nós mesmos. Afinal, a gratidão é o que transforma o que temos em “suficiente”, e o que vivemos em aprendizado. É o fechar de um ciclo não com o peso do que faltou, mas com a leveza do que restou e do que floresceu.

Para que esse efeito seja duradouro, porém, não basta ser grato apenas uma vez. Precisamos usar a neuroplasticidade a nosso favor. Assim como exercitamos um músculo, podemos “treinar” nosso cérebro para criar novas conexões neurais ligadas a emoções positivas. Ao praticar a gratidão diariamente, ensinamos nossas células a olhar a vida com mais carinho e menos julgamento.

Que em 2026, a sua maior resolução seja a mais simples de todas: munir-se dessa prática para ser mais feliz. Que a ciência nos dê o mapa, mas que o nosso coração tenha a coragem de agradecer por cada passo do caminho.

Feliz ano novo

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