RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Critics’ Choice 2026 consagra ‘Uma Batalha Após a Outra’

Fabrício Correia
Fabrício Correia
Fabrício Correia é jornalista, escritor, professor universitário, especialista em Acessibilidade, Diversidade e Inclusão. É crítico de cinema, membro da Academia Brasileira de Cinema e apresenta o programa “Vale Night” na TV Thathi SBT.
FABR

A edição de 2026 do Critics’ Choice Awards reforçou seu papel de bússola da temporada: quando a corrida ganha um favorito, a premiação costuma transformar tendência em manchete — e foi exatamente isso que ocorreu com “Uma Batalha Após a Outra” (One Battle After Another). O filme saiu da cerimônia com o troféu de Melhor Filme e ainda garantiu a Direção e o Roteiro Adaptado para Paul Thomas Anderson, num trio de vitórias que desenha uma narrativa clara de força autoral e unidade artística.

Se o prêmio principal teve dono, o restante da noite mostrou um mapa mais pulverizado — e, por isso mesmo, revelador. Timothée Chalamet venceu Melhor Ator por “Marty Supreme”, num reconhecimento que, embora isolado no placar do longa, funciona como selo de “performance do ano” para a crítica. Do outro lado, Jessie Buckley levou Melhor Atriz por “Hamnet”, repetindo o padrão clássico das temporadas: um grande trabalho individual que, às vezes, brilha mesmo quando o filme não varre outras categorias.

Entre os destaques técnicos e de atuação coadjuvante, “Frankenstein” foi um dos títulos mais vitoriosos, puxado pela vitória de Jacob Elordi como Melhor Ator Coadjuvante — e acompanhado por categorias técnicas que costumam indicar impacto visual real na tela, como figurino, cabelo e maquiagem e design de produção.

A noite também confirmou o peso de “Pecadores” (Sinners) como filme de força coletiva: além de aparecer como um dos líderes em prêmios, venceu em frentes que medem “construção” — como Roteiro Original, Trilha Sonora e Escalação de Elenco — e ainda levou Melhor Jovem Ator/Atriz com Miles Caton.

No recorte que mais interessa ao público brasileiro, veio a estatueta que muda a temperatura de qualquer campanha: “O Agente Secreto” venceu como Melhor Filme Internacional, colocando o título no centro do radar global justamente numa vitrine em que a crítica americana costuma ditar o tom da conversa até a reta final da temporada.

Além do destaque do Brasil em Melhor Filme Internacional, a cerimônia também consagrou um brasileiro em uma das áreas mais decisivas do cinema: Adolpho Veloso venceu Melhor Direção de Fotografia por “Sonhos de Trem” (Train Dreams), produção da Netflix. A premiação reconhece a força da assinatura visual do longa — um tipo de vitória que costuma funcionar como selo de prestígio técnico na temporada e, muitas vezes, empurra o filme (e seu fotógrafo) para o centro do debate até as grandes premiações seguintes.

E ainda houve espaço para o “respiro” da comédia e da animação: “Corra que a Polícia Vem Aí!” foi eleito Melhor Filme de Comédia, enquanto “Guerreiras do K-POP” venceu como Melhor Animação e também saiu premiado em Melhor Canção, confirmando a dobradinha frequente de animações musicais que emplacam tanto no ouvido quanto no voto.

No conjunto, o Critics’ Choice 2026 desenha uma fotografia nítida: um líder incontestável no prêmio máximo (“Uma Batalha Após a Outra”), dois “campeões de estatuetas” em blocos específicos (“Frankenstein” no aparato técnico e coadjuvante; “Pecadores” no eixo de roteiro/força de conjunto) e uma vitória brasileira que, por si só, já reposiciona o debate internacional (“O Agente Secreto”). É o tipo de resultado que não apenas celebra o ano do cinema — ele reorganiza a conversa sobre quem chega mais forte quando a temporada apertar de verdade.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS