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Organização financeira para viagem: por onde começar?

Luciana Ikedo
Luciana Ikedo
Planejadora financeira CFP®, escritora e palestrante internacional, com abordagem de planejamento financeiro holístico. Possui dois MBAs pela FGV, com extensão na University of Tampa e na Ohio University (EUA), além de especialização em Finanças pelo Ibmec/Insper e FIA/USP. Em 2025, foi mediadora e palestrante em painéis da COP 30, realizada no Brasil. É autora do livro Vida Financeira – Descomplicando, Economizando e Investindo (Editora Loyola), finalista do Prêmio XP de Educação Financeira em 2023, e conselheira fiscal do IBPC.
Organização financeira para viagem: por onde começar?

Com a chegada do verão e o período de férias batendo à porta, muita gente começa a pensar em viajar. Algumas pessoas já têm um destino em mente, outras apenas a vontade de aproveitar o tempo de descanso. Independentemente do estágio em que esse plano está, uma parte não pode ser ignorada: a organização financeira. É ela que determina se a viagem cabe no bolso sem comprometer as contas dos meses seguintes.

O primeiro movimento é definir o destino. Essa escolha orienta todo o planejamento: quanto tempo você ficará fora, que tipo de hospedagem fará sentido, qual será o custo aproximado da alimentação e das atividades e, principalmente, qual será o tamanho da reserva necessária. Assim que o destino estiver decidido, já dá para começar a montar um fundo específico para essa viagem. A pesquisa nessa etapa é essencial. Conversar com quem já visitou o local, buscar referências em blogs e perfis especializados e, sempre que possível, ouvir quem mora na região ajuda a montar um roteiro mais realista e menos dependente de atrações caras e muito disputadas.

Com o destino escolhido, vale olhar o calendário. Alguns períodos do ano têm preços muito mais altos por causa da demanda. Identificar essas variações ajuda a ajustar o orçamento ou até a reconsiderar a data da viagem, caso a flexibilidade permita. Mesmo que a viagem ainda esteja distante, incluir desde agora gastos com passagens, hospedagem, alimentação e passeios facilita entender quanto será necessário poupar mês a mês. Transformar o valor total em metas mensais torna tudo mais palpável. Em relação aos investimentos, a reserva da viagem deve estar aplicada em produtos de liquidez diária.

Isso significa que o dinheiro fica disponível para ser sacado a qualquer momento, algo importante porque promoções costumam surgir de maneira inesperada, e o pagamento à vista pode fazer muita diferença no custo final. Fundos DI, CDBs de liquidez diária e Tesouro Selic atendem bem a esse objetivo. Para viagens internacionais, fundos atrelados ao dólar podem ajudar a reduzir o impacto das variações cambiais durante o período de preparação. Manter atenção às regras de cancelamento também evita surpresas desagradáveis.

Organização é a base de tudo. Depois de calcular o custo total, você passa a ter uma meta clara e consegue definir quanto precisa reservar por mês. Uma forma de acelerar o processo é buscar uma renda extra temporária. Muitas pessoas têm habilidades que podem ser monetizadas de maneira simples, seja oferecendo um serviço, vendendo algo que produz ou realizando pequenas tarefas. Esse valor adicional pode ir direto para o fundo da viagem, encurtando o prazo para que o objetivo se concretize.

Por fim, manter-se motivado faz diferença. Planejar uma viagem exige disciplina, e algumas escolhas precisam ser revistas ao longo do caminho. Ter lembretes visuais do destino, acompanhar notícias do lugar ou montar uma lista com o que pretende conhecer ajuda a reforçar a intenção e lembra que o esforço tem um propósito claro: viver uma experiência que fará parte da sua memória e do seu descanso.

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