RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Adolescente agredido por colegas em SP morreu de broncopneumonia, diz IML

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O adolescente Carlos Teixeira, de 13 anos, morreu em decorrência de uma broncopneumonia bilateral, segundo o atestado de óbito concluído pelo IML (Instituto Médico Legal). A morte aconteceu na terça-feira (16), uma semana após o aluno ser agredido por colegas de uma escola estadual em Praia Grande, litoral de São Paulo.

O documento também cita uma celulite infecciosa -tipo de infecção bacteriana- no cotovelo do garoto. A informação foi confirmada à reportagem pela advogada da família, Amanda Mesquita.

Porém, ainda é necessária a produção do laudo da necropsia. O documento deve indicar o que causou a broncopneumonia.

A advogada acredita que algo provocou a pneumonia. “Não é normal um menino nesta idade, com a saúde dele em dia, morrer de pneumonia assim. Algo ocasionou isso, e é só no laudo que vamos entender”.

A Polícia Civil ressaltou que os exames ainda estão em execução no IML. “Posteriormente, os mesmos serão analisados pela autoridade policial para auxiliar no esclarecimento dos fatos”.

BULLYING

O pai da vítima, Julysses Nazarra, afirma que o garoto foi morto em decorrência da agressão. Ele concedeu entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band, na quinta-feira (18).

Segundo a família, Carlos sofria bullying na escola. Julysses cita duas agressões sofridas pelo filho, em 19 de março e 9 de abril.

Depois da última agressão, Julysses conta que o filho “chegou com a coluna torta em casa, chorando, com dor, febre e muita falta de ar”. O adolescente teria sido levado pela esposa ao Pronto-Socorro Central de Praia Grande, onde levou injeções e foi liberado em seguida. O procedimento teria sido repetido por alguns dias.

O pai do adolescente afirma que os médicos diagnosticaram Carlos com escoliose. A família foi orientada a procurar atendimentos psicológico e psiquiátrico. “E ainda duvidou da minha pessoa, achou que eu estava agredindo o garoto”, disse.

Depois, a família teria decidido levar Carlos para a UPA Central de Santos, quando já estaria em estado grave e foi diagnosticado com infecção no pulmão. De lá, foi transferido para a Santa Casa da Misericórdia de Santos, onde morreu.

A Secretaria de Educação de São Paulo lamentou a morte do estudante. A pasta disse que a diretoria de ensino local instaurou uma apuração preliminar.

Redação / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS