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Além do papa, como as principais religiões escolhem seus líderes; entenda

MILÃO, ITÁLIA (FOLHAPRESS) – Enquanto o mundo assiste à chegada de um novo papa ao comando da Igreja Católica, outras religiões têm processos diferentes de escolha de seus líderes, e algumas não mantêm uma estrutura hierarquizada como a do Vaticano.

Veja como funciona o processo nas principais religiões do mundo.

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VEJA COMO FUNCIONA A SUCESSÃO NAS PRINCIPAIS RELIGIÕES

RELIGIÕES CRISTÃS

Igreja Católica

A escolha de um novo papa é decidida em eleição, chamada de conclave. Podem votar cardeais, nomeados por papas, que tenham menos de 80 anos. Em um processo cheio de rituais, sai vencedor aquele que obtiver dois terços dos votos. Para ser papa, é preciso ser homem, batizado e celibatário. Desde o fim do século 14, o eleito sempre foi um cardeal.

Igreja Anglicana

O arcebispo da Cantuária é seu mais importante líder. Depois da renúncia de Justin Welby, 69, motivada por escândalos de abusos sexuais, efetivada em janeiro, está em curso a escolha do sucessor. O processo passa pela Comissão de Nomeações da Coroa, com 20 integrantes. Após ao menos três encontros até o fim de setembro, a comissão poderá realizar a eleição, com voto secreto. Com dois terços dos votos, o vencedor será nomeado pelo rei Charles.

Igreja Ortodoxa Oriental

Apesar de não ter uma autoridade suprema, tem como representante (“primeiro entre iguais”) o patriarca ecumênico e arcebispo de Constantinopla (Istambul). Desde 1991, o cargo é ocupado por Bartolomeu, cujo nome é Dimitrios Archontonis, 85, considerado o 270º sucessor do apóstolo André. Quando ele morrer ou renunciar, um novo patriarca será escolhido por um sínodo de bispos metropolitanos. Para ser eleito, o patriarca deve ser turco.

Assembleia de Deus

Expoente do pentecostalismo tradicional no Brasil, tem liderança descentralizada. Uma das principais divisões, a Convenção Geral é coordenada desde 2017 pelo pastor José Wellington Costa Junior, 71, eleito para suceder o pai, que ficou mais de 20 anos no cargo.

Igreja Universal do Reino de Deus

Uma das principais do neopentecostalismo brasileiro, é comandada desde 1977 pelo fundador, o bispo Edir Macedo, 80. Seu genro Renato Cardoso é considerado um possível sucessor.

JUDAÍSMO

Conta com liderança descentralizada e sem hierarquia. Duas figuras importantes estão em Israel: o rabino-chefe asquenaze e o rabino-chefe sefardita. Com mandato de dez anos, os atuais titulares foram eleitos em Jerusalém, no segundo semestre de 2024, com mais de um ano de atraso. Entre cinco candidatos, Kalman Ber, 67, foi escolhido como rabino-chefe asquenaze. Já David Yosef, 67, superou três concorrentes e se tornou o rabino-chefe sefardita.

ISLAMISMO

Tem liderança descentralizada, com modalidades e nomenclaturas que variam entre as divisões. Uma das autoridades é o grande imã de Al-Azhar, título sunita ligado ao Egito. Seu atual representante é Ahmad al-Tayeb, 79, escolhido em 2010 pelo então ditador Hosni Mubarak. Entre os muçulmanos xiitas, o grande aiatolá Ali al-Sistani, 94, ligado ao Iraque, ocupa o posto desde 1993, por reconhecimento de outros religiosos.

BUDISMO TIBETANO

O líder espiritual mais importante é o dalai-lama. Desde 1940, o posto é ocupado por Tenzin Gyatso, 89, o 14º dalai-lama (ele foi entronizado aos 5 anos, mas só assumiu efetivamente suas funções aos 15). Sua sucessão é incerta. Ele próprio já disse que, ao morrer, a linhagem pode terminar. Em outros momentos, afirmou que poderia haver uma reencarnação (ou seja, um sucessor) fora do Tibete, contrariando a China, que governa a região e teria intenção de aprovar o próximo líder.

CANDOMBLÉ

A liderança é descentralizada, com cada pai ou mãe de santo responsável por um terreiro, como líder espiritual e administrativo. A definição de sucessores pode acontecer por meio de oráculos, como búzios, que sugerem integrantes considerados prontos para a função. Geralmente é alguém que já tem papel proeminente no terreiro.

MICHELE OLIVEIRA / Folhapress

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