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Aliados já falam em pressão de políticos e empresários por plano presidencial de Tarcísio

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O mapa eleitoral de São Paulo fortaleceu, entre aliados, a torcida para que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) venha a concorrer à Presidência da República já em 2026, desde que a conjuntura seja favorável.

Em conversas, o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), não descartou a possibilidade de Tarcísio ser levado a disputar, sob pressão de políticos, empresários e eleitores, caso a avaliação do governo Lula piore até lá.

Procurado pela reportagem, Pereira disse, porém, que ainda é cedo para discutir a sucessão presidencial. O presidente do Republicanos ressaltou também que o próprio Tarcísio tem repetido que pretende buscar a reeleição em São Paulo.

Ao falar da performance do partido, com crescimento superior a 100%, Pereira afirmou que, nas eleições municipais, pesam as questões locais. Mas admitiu que o resultado das urnas faz pesar no reagrupamento dos partidos à direita com vistas à disputa de 2026.

Ao responder se o resultado deste domingo (27) aponta para essa unificação, Pereira afirmou que “as forças de centro-direita estarão juntas em 2026 independentemente do resultado destas eleições”. No entanto, reconheceu: “É óbvio que o resultado faz se pensar nesse reagrupamento”.

Secretário de Governo de Tarcísio, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, recomenda cuidado ao se tirar conclusões sobre a corrida presidencial a partir das eleições municipais. Ele reafirma que a disposição de Tarcísio hoje é de concorrer à reeleição.

“Temos o ano de 2025 inteiro para definir. Não podemos ser açodados”, disse.

Na opinião de Kassab, nessas eleições, Tarcísio se consolidou como o grande líder político de São Paulo, graças a seu trabalho e seu espírito conciliador. Ele diz que, dos 645 prefeitos eleitos, 629 integram a base do governo Tarcísio.

Um dos principais conselheiros do governador, Kassab tem defendido abertamente a ideia de o governador buscar a reeleição.

E, apesar das ponderações de Pereira, não há garantias de que Tarcísio irá permanecer no Republicanos, até porque o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem insistido para que ele se filie ao PL.

Além disso, aliados de Tarcísio afirmam que hoje o governador não trabalha com a perspectiva de mau desempenho da economia nos próximos dois anos. E, antes de se lançar à Presidência, Tarcísio teria que desatar nós na direita.

Comemorada entre seus pares, a dedicação de Tarcísio à candidatura de Ricardo Nunes (MDB) provocou reação entre os bolsonaristas mais radicais. Dentro do PL, há quem defenda outro nome para a Presidência.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o governador foi alvo de críticas do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI). Ministro forte do governo Bolsonaro, Nogueira elogia a atuação de Tarcísio na capital, mas se disse decepcionado com o governador no interior do estado.

Neste domingo, Nogueira reconheceu uma vitória ao centro nessas eleições. “Foi um recado claro de que as pessoas estão cansadas dessa polarização. A esquerda teve uma derrota jamais vista. Mas o grande vencedor dessa eleição é o centro.”

Após a festa da vitória de Nunes, na noite de domingo, o deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente do MDB, que integra o governo Lula, assim como PSD, PP e Republicanos, declarou que “não é hora de falar de 2026, mas de comemorar os bons resultados de 2024”.

Em seu discurso, o prefeito reeleito afirmou que Tarcísio pode contar com ele. A tendência do MDB, por enquanto, deve ser a de apoiar a reeleição de Lula. Questionado sobre como a legenda deve se posicionar entre o petista e Tarcísio, se esse for o pleito de 2026, Baleia disse que a democracia interna será respeitada.

“O MDB é um dos poucos partidos do tamanho que tem que não tem dono. Nós temos uma democracia interna que eu respeito muito, temos correntes que pensam de maneira diferente e essa discussão vai ser ampla e democrática dentro do partido”, afirmou.

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Colaborou Carolina Linhares, de São Paulo

CATIA SEABRA / Folhapress

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