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Alta da Selic encarece financiamento de carro e empréstimo pessoal

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar da Selic de 11,25% para 12,25% ao ano gera impactos diretos sobre as operações de crédito para o consumidor, mas em proporção modesta, devido ao grande descolamento entre a taxa e os juros praticados pelo mercado.

Segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o juro médio para as pessoas físicas passará de 118,08% para 120,05% ao ano. Na relação entre os juros cobrados ao consumidor e a Selic significa uma variação de mais de 900%.

Embora o impacto da alta da Selic seja relativamente pequeno nas operações de crédito, ele não é desprezível, especialmente para quem depende de linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito.

A Anefac fez simulações sobre o efeito no curto prazo da última alta da Selic no dia a dia do consumidor considerando as principais modalidades de crédito usadas pelos brasileiros: compras a prazo no varejo, cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor para a compra de veículos e empréstimo pessoal em bancos e financeiras.

No rotativo do cartão de crédito, a taxa mensal passa de 14,76% para 14,84%. Assim, se utilizar R$ 3.000 do rotativo por 30 dias, o consumidor paga R$ 2,40 a mais de juros, subindo de R$ 442,80 para R$ 445,20 o valor total.

Para financiar uma geladeira de R$ 1.500 em 12 meses, por exemplo, as parcelas passam de R$ 170,86 para R$ 171,63, resultando em um custo total de R$ 9,22 a mais. No cheque especial, a utilização de R$ 1.000 por 20 dias eleva os juros de R$ 51,73 para R$ 52,27, diferença de 53 centavos.

Pegar um empréstimo de R$ 5.000 em 12 meses com um banco sairá por R$ 6.326,54, com um aumento de R$ 29,48 no total. Em financeiras, o empréstimo de R$ 3.000 pelo mesmo período aumenta o custo final de R$ 4.515,58 para R$ 4.534,89, custando R$ 19,31 a mais.

Em operações de maior duração, como o financiamento de um veículo de R$ 40 mil em 60 meses, o custo total subiria de R$ 67.712,30 para R$ 69.043,12, uma diferença de R$ 1.330,82.

Para as pessoas jurídicas, a taxa média de juros sairá de 55,01% para 56,45% ao ano. As empresas pagarão R$ 124,41 a mais por um empréstimo de capital de giro de R$ 50 mil por 90 dias. No caso de duplicatas do mesmo período no valor de R$ 20 mil, serão R$ 49,71 a mais de juros. Já a utilização de conta garantida no valor de R$ 10 mil por 20 dias resultaria em um acréscimo de R$ 5,33, subindo de R$ 510 para R$ 515,33.

ANA PAULA BRANCO / Folhapress

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