RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Após avisar que professores eventuais não teriam 13º, gestão Tarcísio recua e diz que vai pagar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de ter avisado que professores eventuais da rede estadual de São Paulo não teriam mais direito a receber 13º salário e férias remuneradas, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou atrás e disse que vai pagar o abono de natal.

O governo paulista não informou se esses profissionais vão receber férias remuneradas, como sempre ocorreu.

As escolas da rede têm 14.276 professores contratados como eventuais. Esses profissionais não têm aulas atribuídas e atuam quando docentes titulares faltam ou estão em licença.

O comunicado foi enviado na manhã de sexta-feira (13) às diretorias de ensino e dizia que o DDPE (Departamento de Despesa de Pessoal do Estado), da Secretaria da Fazenda, havia concluído que docentes dessa categoria “exercem serviços com característica de eventualidade” e cumprem “atividades de curta duração e não apresentam vínculo com o Estado”.

Por isso, foi determinado que a partir de dezembro deste ano esses profissionais não iriam mais receber 13º salário e férias remuneradas. O aviso foi enviado pela Cepag (Centro de Frequência e Pagamento) da Secretaria de Educação.

Ao ser questionada na segunda-feira (16) pela Folha de S.Paulo sobre a decisão de não pagar os direitos aos professores, a Secretaria de Educação disse que decidiu efetuar o pagamento do 13º para esses profissionais. Os valores devem ser pagos na sexta-feira (20), segundo a pasta.

Professores eventuais sempre receberam 13º salário e férias remuneradas na rede estadual de São Paulo. Os contratos desses profissionais não tiveram nenhuma alteração neste ano, mas a Secretaria de Educação não explicou por que houve mudança no entendimento sobre o direito ao recebimento desses direitos.

A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores), Maria Izabel Noronha, disse que a entidade já preparava uma ação judicial para garantir o pagamento aos professores.

“Toda a categoria docente vem sendo atacada pelo governo, mas não pagar direitos trabalhistas é ir longe demais. O professor não pode trabalhar o ano todo e descobrir no fim do ano letivo que terá direitos cortados”, disse Maria Izabel, que é também deputada estadual pelo PT.

Questionada sobre porque enviou o comunicado às diretorias de ensino na sexta-feira, a secretaria não respondeu. Também não informou por qual motivo recuou da decisão de não pagar os professores.

ISABELA PALHARES / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS