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BaianaSystem tempera guitarra baiana com punk em show no Lollapalooza

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dançante groove oitentista entregue debaixo de chuva pela banda inglesa Jungle abriu espaço para duas possibilidades para o público do primeiro dia do Lollapalooza este ano —ir para o palco principal assistir ao punk rock do Offspring, que antecipa o som do protagonista do dia, Blink-182, ou andar poucos metros e conferir o sempre enérgico show da banda BaianaSystem, criada em Salvador há cerca de cinco anos, no palco Alternativo.

Quem optou pela banda bahiana não ficou atrás da experiência punk. É que no caldeirão sonoro do grupo, que vai da guitarra baiana ao dub jamaicano, há também uma generosa dose de graves e riffs pesados —a primeira música do setlist, “Saci”, por exemplo, começou com um solo de guitarra.

Do punk, o grupo também empresta o discurso combativo e a atitude de seu líder, Russo Passapusso, que puxa em várias músicas as rodas de bate-cabeça que são regra nas apresentações e foram inauguradas já no começo do show por um dançarino vestido de Saci, que desceu até a plateia.

Ao longo do show, o vocalista pediu várias vezes pela valorização da cultura nacional. “Aqui no Lollapalooza é importante dizer: nossa cultura em primeiro lugar”, disse ao cantar “Mosca”, que sampleia o refrão da famosa música de Raul Seixas e antes de passar por um trecho de “Pagode Russo”, de Luiz Gonzaga.

Do repertório do grupo, apareceram sucessos como “Sulamericano”, “Capim Guiné”, “Panela”, “Lucro” e “Duas Cidades”, todos celebrados pelo público, que fez a proteção colocada sobre o gramado do Autódromo de Interlagos tremer com pulos e danças na apresentação mais animada do dia até o momento.

Em “CertoPeloCertoh”, a banda recebeu a companhia do rapper baiano Vandal. Ele também cantou “Balah Ih Fogoh”, grande hit de sua autoria que ganhou versão com o grupo baiano e o rapper mineiro Djonga, e ficou no palco até o fim da apresentação.

Até o fim, a plateia seguiu à risca algumas das máximas repetidas várias vezes por Passapusso —”fogo no frio” e “deixa molhar”. No Lollapalooza, BaianaSystem e seu público trataram a insistente chuva como um detalhe.

LAURA LEWER / Folhapress

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