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Bairro mais atingido pelas enchentes em Porto Alegre teve divisão ideológica e baixo movimento

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – Eleitores da zona norte de Porto Alegre foram às urnas neste domingo, em um clima pouco entusiasmado, para decidir o futuro da reconstrução dos bairros mais afetados pela enchente de maio.

O prefeitoSebastião Melo) garantiu um segundo mandato, derrotando a deputada federal Maria do Rosário (PT).

Na frente da escola municipal João Goulart, o entulho acumulado foi uma lembrança do caos vivido pela vizinhança por mais de um mês no bairro Sarandi, o mais populoso de Porto Alegre.

A água chegou a 2,5 metros dentro da escola, e a mais de 4 metros na rua. Foram 34 dias de alagamento e uma série de obras posteriores até reabrir as portas, no dia 19 de agosto.

Segundo o diretor Manuel José Ávila da Silva, a movimentação na escola estava abaixo do esperado.

“Foi maior ainda a abstenção”, diz em comparação ao primeiro turno. No dia 6 de outubro, 31,51% dos eleitores aptos de Porto Alegre não compareceram.

O Sarandi foi o bairro mais atingido pelas cheias em maio: 26 mil moradores, cerca de um terço da população, precisou sair de casa.

Muitas casas na vizinhança ficaram completamente submersas, e ainda estão em obras.

Apesar da baixa mobilização, a eleição contrapôs duas visões diferentes sobre a responsabilidade pela inundação do bairro.

A aposentada Terezinha Serafim Jacinto, 81, disse que estava ansiosa para poder votar em Maria do Rosário. Com dificuldades de locomoção, ela pediu que um afilhado a levasse de carro. “Só saio de casa para ir no médico, ir no banco e votar”, conta.

Seu voto no primeiro turno foi em Juliana Brizola (PDT), que ficou em terceiro lugar com 19,69% dos votos e declarou apoio a Rosário.

A poucas quadras dali, o técnico de gestão em marketing Tadeu Silva decorou sua casa com bandeiras da campanha de Melo.

Hoje com 67 anos, Tadeu se mudou para o Sarandi aos cinco anos, e diz que o problema das inundações e dos diques em tamanho insuficiente é histórico.

Ele acredita que a tragédia foi explorada pela oposição durante as eleições. “Vivemos em um processo político no qual, com um fio de cabelo, dá pra fazer uma peruca”, falou.

Segundo o morador, Melo saberá conciliar as diferentes ideologias de sua base, do centro à extrema-direita, e fazer uma gestão técnica. “Acredito que quem for contemplado com uma secretaria vai trabalhar dentro da batuta do prefeito”.

CARLOS VILLELA / Folhapress

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