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Bloco indígena Commanches do Pelô celebra 50 anos em Salvador

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O bloco indígena Commanches do Pelô celebrou 50 anos de fundação com um desfile no circuito do Campo Grande neste domingo (11).

O desfile começou com atraso e o bloco entrou na avenida por volta das 19h, acompanhado de um trio elétrico com samba e axé em seu repertório. No chão, à frente dos foliões com abadás, desfilaram as alas com fantasias e coreografias. Este ano, o bloco homenageia o povo Pataxó.

O Commanches do Pelô foi fundado em 1974 e foi o terceiro dos chamados blocos indígenas no Carnaval de Salvador na época, já existiam os Apaxes do Tororó e o Cacique do Garcia.

A inspiração para a criação do bloco veio dos filmes de faroeste norte-americanos que eram sucesso nos anos 1970, explica o presidente do Commanches, Jorginho Comancheiro.

O bloco foi um sucesso na avenida, com suas fantasias, adereços e desfiles que incluíam até homens montados em cavalos.

Nos anos seguintes, novos blocos foram criados e o Carnaval de Salvador que chegou a ter 23 entidades carnavalescas inspiradas nos indígenas. Com o tempo, contudo, parte dessas entidades fechou as portas ou se transformou em afoxés ou blocos afro, que ganharam maior notoriedade a partir dos anos 1980.

Com maior sucesso entre os foliões, os Commanches do Pelô e os Apaxes do Tororó sobreviveram nas décadas seguintes impulsionados por uma rivalidade entre os dois grupos.

No Carnaval deste ano, são quatro blocos de indígenas. Além dos tradicionais Commanches e dos Apaxes, também desfilam no Carnaval os blocos Os Tamoios e Rosa Jaguaricema.

Os Commanches desfilam dois dias neste Carnaval –um terceiro desfile é voltado para o bloco infantil Comancherê. Com recursos restritos, enfrentam dificuldades para colocar o bloco na rua. Mas seguem firmes.

“A gente se pergunta como conseguimos chegar nesse cinquentenário. Mas bons comancheiros sempre disseram, desistir nunca. Vamos pedir ajuda aos nossos orixás, caboclos, exus e fazer um grande Carnaval”, diz Jorginho Comancheiro.

JOÃO PEDRO PITOMBO / Folhapress

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