RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Por volta das 6h deste domingo (2), foliões já chegavam ansiosos na Praça Tiradentes, no centro do Rio, atrás do Boi Tolo, bloco famoso por sua irreverência e pelo percurso imprevisível. O desfile partiu às 7h, conforme anunciado pelos organizadores na noite anterior nas redes sociais.
“Cheguei seis pra não perder a saída, porque depois pra encontrar ele (Boi Tolo) é uma saga”, conta o arquiteto Rafael Nogueira, de 32 anos, que acompanha o Boi Tolo há outros carnavais. “A graça é essa: ficar na expectativa desse mistério, querendo saber de onde ele vai partir, ouvir um batuque de longe e sair correndo atrás.”
A produtora cultural Carolina Menezes, de 28 anos, também madrugou para acompanhar o cortejo. “Acordei 4h30 para dar tempo de me arrumar. Mas vale a pena, o Boi Tolo tem uma energia única. Não tem trio, não tem corda separando, é só música e a galera indo junto”, diz.
Sem trajeto fixo, o bloco se divide em diversos grupos que seguem por caminhos distintos, e se encontram ao longo do dia. A proposta mantém o espírito alternativo do cortejo, onde os foliões precisam se juntar a uma das ramificações para acompanhar a festa, que segue sem hora para acabar. Ano passado, o cortejo ultrapassou 10 horas de desfile.
ALÉXIA SOUSA / Folhapress
