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Bolsonaro põe lentes nos dentes, faz propaganda de clínica e diz que vaidade não faz mal

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Jair Bolsonaro (PL) passou por tratamento nos dentes e virou propaganda de uma clínica odontológica de Goiânia, que publicou na segunda-feira (21) uma foto de “antes e depois” do ex-presidente.

O dentista divulgou ainda um vídeo do dia em que o ex-mandatário fez o tratamento e foi recepcionado por apoiadores no local. “Um pouco de vaidade não faz mal a ninguém”, afirma Bolsonaro. “Te convido, quer dar uma melhorada na aparência? Vem pra cá”, completa.

De acordo com auxiliares, o ex-presidente colocou lentes de contato dentais, com facetas de porcelana.

Nas redes sociais, houve comparações da foto de antes e depois dele e referências a uma suposta harmonização facial, procedimento com injeções para tornar o rosto mais “simétrico”. Na imagem, além de novos dentes, Bolsonaro também aparece com o cabelo cortado. A assessoria de Bolsonaro, contudo, nega que tenha havido a harmonização.

A publicação das imagens ocorre no momento em a Justiça está fechando o cerco contra o ex-presidente.

Nesta terça-feira (22), a Polícia Federal intimou o ex-presidente a depor na investigação contra empresários bolsonaristas que participaram de um grupo do WhatsApp com mensagens nas quais houve defesa de um golpe caso Lula (PT) ganhasse o pleito.

O caso é relatado por Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e foi parcialmente arquivado. Resta ainda a apuração contra os empresários Meyer Nigri, da Tecnisa, e Luciano Hang, da Havan.

Em outra frente, o ex-presidente se complica diante das novas revelações do advogado de seu ex-ajudante de ordens e tenente-coronel, Mauro Cid, sobre o caso das joias.

Apesar de declarações conflitantes do seu novo advogado, a nova estratégia de defesa passará por afirmar que Cid não atuava sozinho.

A investigação sobre as joias e presentes dados por autoridades de outros países, como a Folha de S.Paulo mostrou, aponta as digitais do ex-presidente na suspeita de desvio de bens públicos para enriquecimento pessoal.

Uma ação deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (11), batizada de Lucas 12:2, dá início à reta final das apurações que podem resultar na acusação de Bolsonaro como líder de uma organização criminosa.

Embora não tenha sido alvo das diligências, como foi o general Mauro Lourena Cid, pai do ajudante de ordens Mauro Cid, Bolsonaro teve pedido de quebra de seus sigilos e deve ser ouvido em breve pela PF.

Redação / Folhapress

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