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Bomba no terminal Pinheiros era caseira e tinha pouco explosivo, dizem especialistas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A explosão no terminal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (12), pode ter sido causada por um artefato caseiro. Segundo um dos especialistas ouvidos pela Folha, a detonação pode ter sido feita por meio de um timer, já que, nas imagens, é possível ver uma uma mulher correndo antes da explosão.

A concessionária que administra o terminal afirmou que, por volta das 5h30, duas sacolas foram deixadas por um homem em uma das plataformas do terminal. Uma delas gerou uma pequena explosão, que não deixou feridos.

Para o ex-comandante do esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais da PM do Pará, César Mello, o explosivo era um artefato caseiro. “Não é um explosivo industrial, como uma granada ou um TNT, por exemplo. A construção foi bem simples, com uma fonte de energia de pilha de 12 volts, que ficou intacta após a detonação”, afirmou Mello, associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Havia muito pouco explosivo, provavelmente pólvora, suficiente apenas para espalhar o material do interior da embalagem. Se houvesse uma quantidade maior de pólvora ou outro tipo de explosivo, as pessoas que estavam próximas teriam sido feridas”, afirmou o especialista.

Sobre o acionamento, Mello sugeriu três hipóteses. Uma delas seria a detonação com aparelho celular, o que ele descarta por causa do conhecimento exigido e pela falta de uma peça remanescente. A outra, algum tipo de sensor de movimento, que detonaria a bomba caso alguém tentasse mexer na mochila, por exemplo. A terceira, que julga mais provável, seria um timer.

“Um detalhe que chama a atenção é que a senhora que estava sentada se levanta e corre pouco antes da explosão, o que pode contribuir com a ideia de um timer que faz barulho pouco antes da explosão.”

Essa também é a opinião do presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, segundo as imagens. “Normalmente atuam com temporizador. Tudo indica que seja um artefato à base de um temporizador que, quando acionado, desencadeia uma descarga elétrica que vai detonar o explosivo.”

Camargo também aponta uma origem caseira para o artefato, com pouco poder de destruição, mas não necessariamente inofensivo. “Claro, se estiver perto de alguém, se alguém manipular e ele detonar, pode causar dano, mas não parece ter poder de destruição grande.”

A perícia, diz o presidente da associação, vai ajudar a determinar o material usado e também pode levar à identificação do autor do atentado a partir de eventuais vestígios de DNA e de impressões digitais.

Em casos como esse, segundo Camargo, é fundamental que a perícia, no caso a Polícia Técnico-Científica, esteja no local da ocorrência logo após o fato.

A construção deste tipo de artefato, segundo Mello, é simples e amplamente difundida na internet. “Não acho que o objetivo do autor tenha sido o de ferir alguém, apenas de chamar a atenção”, afirmou o especialista.

SEGUNDO OBJETO DETONADO POR AGENTES

De acordo com a PM, duas sacolas foram deixadas no terminal. A primeira explodiu antes da chegada do Gate.

No local, o técnico explosivista foi equipado com o traje anti-fragmentação, fez aproximação e imagens fotográficas, bem como captação de imagens de raio-x do artefato, que não acionou. Ainda de acordo com o Gate, foi realizada intervenção através de um canhão disruptor. O agente conseguiu retirar a fonte de alimentação deixando artefato em segurança e separando todos os componentes.

Vitor Haddad, 1º tenente do Gate, afirmou que o segundo objeto era um artefato e tinha potencial explosivo.

LUCAS LACERDA / Folhapress

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