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Botafoguense deixa cinzas do pai no Monumental em final da Libertadores

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Qual seria a melhor homenagem póstuma que você faria para um familiar? O botafoguense Rodrigo Mancha tem absoluta certeza de que não poderia ter feito uma melhor do que a que realizou para o saudoso pai: deixar as cinzas no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (ARG), onde o Botafogo conquistou sua primeira Libertadores da história.

A saga de Rodrigo foi árdua e audaciosa. Ele partiu do Rio de Janeiro rumo à capital argentina de ônibus. O fanático alvinegro, que é presidente da organizada “Fogoró”, já havia acompanhado o Botafogo durante toda a campanha e foi também por estrada para Montevidéu (URU), na semifinal contra o Peñarol.

“A gente foi de caravana. Eu levei a urna dele com as cinzas. Prometi que ia guardar enquanto a gente não jogasse essa final. Eu não ia me desfazer das cinzas dele e assim eu fiz. Levei a urna debaixo da minha poltrona no ônibus, atravessei a fronteira, cheguei lá e, de verdade, achei que não ia dar certo”, disse Rodrigo Mancha.

O temor do botafoguense eram as várias barreiras policiais montadas para acessar o estádio Monumental. Quando conseguiu passar, teve a certeza do título.

“Passamos por cinco barreiras e quis Deus que eu conseguisse entrar. Acho que o momento mais tenso foi quando eu cheguei na roleta, pois imaginava que teria uma revista maior. Eu estava com a bolsa debaixo do braço. Eu estava com a minha esposa, meus filhos, passamos com os ingressos e ele (policial) pediu para entrar, e aí foi meio que a coroação daquele momento. Ali eu tive a certeza de que nós seríamos campeões da Libertadores. E aí eu entrei, joguei as cinzas dele na arquibancada e agradeci. Graças a Deus deu tudo certo e eu cumpri a minha missão”, diz Rodrigo Mancha.

‘PROMETI QUE IRIAMOS JUNTOS PARA A FINAL’

Vanderlei de Souza Gomes teve um infarto fulminante em 2023. Sua paixão pelo Botafogo era tanta que os amigos sequer o chamavam pelo nome.

“Ninguém conhece como Wanderlei, só conhece como Botafogo. Muita gente conheceu o Botafogo, e agora o Botafogo está lá em cima muito feliz”, disse Rodrigo.

O torcedor acreditava que a homenagem ao pai aconteceria em 2023, mas o Botafogo deixou escapar pelos dedos o título brasileiro e o sonho foi adiado. Quis o destino, porém, que o desfecho fosse ainda mais especial, sendo não só campeão da Libertadores como também nacional.

“Meu pai é a minha maior referência de Botafogo, né? E ele teve uma partida repentina no ano passado e eu acreditava que por conta da partida dele, ele seria homenageado com o título, mas depois daquela derrocada a gente ficou muito triste. Porém, como todo botafoguense, a gente não desiste nunca. E vimos que, em 2024, na verdade, Deus estava preparando um roteiro especial. A gente acabou sendo campeão brasileiro, campeão da Libertadores e eu prometi para ele (pai) que nós íamos juntos para a final e assim eu fiz”, disse Rodrigo Mancha.

BRUNO BRAZ / Folhapress

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