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Brasil cai para 3º lugar em ranking de juros reais apesar de alta da Selic

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil caiu da segunda para a terceira posição no ranking mundial de juros reais, após o aumento da taxa básica para 11,25% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central desta quarta-feira (6).

O país foi ultrapassado pela Rússia, que promoveu uma alta de dois pontos percentuais no final de outubro.

O juro real no Brasil está em 8,08% ao ano, valor inferior apenas ao da Turquia (15,18%) e da Rússia (12,19%), segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou. A posição seria a mesma caso o juro tivesse sido elevado em 0,25 ou 0,75 ponto percentual, segundo a mesma simulação.

O levantamento mostra que a maioria dos países cortou juros recentemente e que os bancos centrais brasileiro e russo foram os únicos a promover aperto monetário entre as 40 economias do ranking.

Os dois países também seguem distantes da taxa média entre as economias selecionadas, que é de 1,10% ao ano.

A taxa real é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses, de 4,30% considerando dados do relatório Focus do BC, e dos juros de mercado de 12 meses à frente -utilizando o contrato de Depósito Interbancário.

Houve aumento tanto dos juros como da inflação projetados em relação à última reunião do Copom.

Entre as economias mais relevantes, oito países possuem juro real negativo, entre eles, Japão (-1,64%) e Argentina (-33,66%).

Em termos nominais, o Brasil se manteve na quarta colocação. Fica abaixo de Turquia (50%), Argentina (35%) e Rússia (21%), considerando as 40 economias mais representativas. A média geral é de 6,81% ao ano.

GLOSSÁRIO

**Taxa básica de juros**

A taxa Selic é a referência para os demais juros da economia. Trata-se da taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia)

**Taxa real de juros**

Considera uma taxa nominal, a Selic, por exemplo, descontada a inflação

**Taxa real ex-ante**

Calculada olhando para a frente (taxa esperada), com base nas projeções para juros e inflação. É a mais relevante para a política monetária, pois influencia decisões futuras de investimento e consumo

**Taxa real ex-post**

Calculada olhando para trás (taxa verificada), com base nos juros e na inflação nos últimos 12 meses, por exemplo. Serve para avaliar um investimento já realizado

**Copom (Comitê de Política Monetária)**

Órgão do Banco Central, formado pelo seu presidente e diretores, que define, a cada 45 dias, a taxa básica de juros da economia, a Selic

**IPCA**

Indicador medido pelo IBGE que serve como meta de inflação. A meta é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), órgão que tem a participação do BC, do ministro da Fazenda ou da Economia e de outros membros da equipe econômica

Redação / Folhapress

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