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Brasil não pode ser mero consumidor de inovação industrial, diz Dilma

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Em evento no Rio de Janeiro, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda-feira (22) que países como o Brasil não podem se transformar em “meros consumidores” de inovações industriais e tecnológicas.

Na visão de Dilma, caso as economias emergentes não avancem no desenvolvimento dessa área, serão “condenadas” a ser exportadoras de commodities.

As declarações ocorreram na abertura do evento States of the Future (Estados do Futuro), na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no centro do Rio. Trata-se de uma programação paralela do G20, segundo o banco.

“Nós, países em desenvolvimento ou economias emergentes, caso do Brasil, não podemos nos transformar em meros consumidores das inovações tecnológicas que esta quarta revolução industrial e tecnológica produzirá”, disse Dilma.

“Caso façamos isso, seremos meros consumidores passivos, condenados a ser, nesta etapa decisiva da humanidade, exportadores de commodities”, completou a ex-presidente, que recebeu aplausos da plateia.

Dilma é a atual comandante do NDB, conhecido como o “banco dos Brics” –grupo de países emergentes do qual o Brasil faz parte. A sede da instituição fica na China.

A ex-presidente teve traços de protagonista no evento desta segunda. Foi ovacionada pelo público ao ser chamada para o palco. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o Brasil tem saudade dela.

“Queria saudar nossa presidenta Dilma, uma honra tê-la de novo aqui no BNDES. O Brasil tem muita saudade da sua presença, hoje em uma missão tão importante que é o banco dos Brics”, afirmou Mercadante ao abrir o evento.

A agenda foi marcada por uma série de discursos em defesa da atuação do Estado em áreas como combate a mudanças climáticas e estímulos à inovação.

“O Estado, para construir um novo futuro, não pode ser um estado mínimo”, declarou Mercadante. “O Estado necessário, com ações estratégias, que impulsione e mobilize as instituições, tem diante de si um desafio gigantesco.”

Para Dilma, países como o Brasil não podem ser apenas “consumidores de DiDi”, um aplicativo de transporte de passageiros criado na China. Na avaliação da ex-presidente, também é preciso estimular o desenvolvimento de plataformas próprias.

Dilma citou como exemplo –e elogiou– o sistema de pagamentos eletrônicos Pix, em vigor no Brasil. “Consumidores de DiDi, não dá”, disse. “Vamos ter de criar aplicativos também. Até criamos: nosso sistema de pagamento por Pix, um aplicativo, e bom.”

O impeachment que retirou Dilma da Presidência da República foi sacramentado em 2016. À época, a economia brasileira amargava uma intensa recessão.

Antes, no primeiro mandato da petista, o BNDES turbinou desembolsos para o financiamento de projetos em diferentes setores. A estratégia foi criticada por uma ala de economistas.

Além de Dilma e Mercadante, a abertura do evento desta segunda também contou com as presenças das ministras Anielle Franco (Igualdade Racial) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, e Marcos Athias Neto, secretário-geral assistente da ONU.

LEONARDO VIECELI / Folhapress

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