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Braskem lança centro de inovação para produtos químicos renováveis nos EUA

LEXINGTON, None (FOLHAPRESS) – A Braskem anunciou nesta terça-feira (10) a abertura de um novo centro de pesquisas nos Estados Unidos para o desenvolvimento de produtos químicos e materiais renováveis a partir de biomassa.

Com investimentos em torno de R$ 110 milhões, a unidade, localizada em Lexington, Massachusetts, expande a capacidade da petroquímica nas áreas de biotecnologia, catálise e engenharia de processos. O centro vai conduzir pesquisas em estágio inicial para conversão de matérias-primas à base de origens como açúcares, etanol, óleos vegetais, celulose e lignina.

Inicialmente com 35 profissionais, a meta é dobrar o tamanho da unidade, chegando perto de 80 nos próximos dois anos.

Mark Nikolich, vice-presidente da Braskem na América do Norte, afirma que a criação de soluções renováveis é parte de uma estratégia em que a empresa investe há anos, a exemplo do plástico verde, desenvolvido em 2007, o primeiro polietileno de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo. O produto reciclável, feito a partir do etanol de cana, é fabricado desde 2010 no Rio Grande do Sul.

Durante o evento de lançamento do novo centro de pesquisa, o executivo exaltou a importância de esforços para reduzir as emissões de carbono, investir na circularidade do plástico e na produção de químicos e materiais de fonte renovável, como alternativa ao fóssil, no momento em que o mundo precisa combater a crise climática.

De acordo com Antonio Queiroz, vice-presidente global de inovação e tecnologia, o investimento expande a presença da companhia em pesquisa e desenvolvimento internacionalmente. A multinacional brasileira avaliou a instalação em outras regiões nos EUA e também na Europa. O local foi escolhido por estar próximo de mais de 60 universidades, como Harvard, MIT, Northeastern University, além de startups e fornecedores do setor.

De acordo com a empresa, em 2023, foram investidos R$ 554 milhões em inovação.

A companhia tem mais dois centros de tecnologia e inovação (em Triunfo, no Rio Grande do Sul, e em Pittsburgh, nos EUA), dois centros técnicos com foco em polímeros na Alemanha, e no México, além de unidades de pesquisa e desenvolvimento em Mauá e Campinas.

Os novos investimentos em pesquisas ligadas à sustentabilidade acontecem no momento em que a Braskem ainda lida com o impacto de imagem causado pelo afundamento do solo que desabrigou milhares de famílias em Maceió pelas minas de extração de sal-gema.

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A jornalista viajou a convite da Braskem

JOANA CUNHA / Folhapress

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