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Câmara em Alagoas apresenta carta de renúncia de prefeito, que nega autoria

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) – O Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu, nesta quinta-feira (3), manter o prefeito de Rio Largo Carlos Gonçalves (PP) e o vice-prefeito Peterson Henrique (PP) em seus respectivos cargos após renúncias de ambos terem sido apresentadas na Câmara de Vereadores, por meio de cartas, durante sessão na última segunda-feira (31).

Prefeito e vice negam que tenham escrito os documentos e afirmaram que suas assinaturas foram falsificadas. Carlos Gonçalves, inclusive, classificou o ato como uma tentativa de golpe.

O presidente da Câmara, Rogério Silva (PP), que havia se empossado prefeito com a renúncia, disse que solicitaria perícia grafotécnica nas cartas de renúncia, para comprovar que foram escritas pelos gestores municipais.

Na terça-feira (1º), a Justiça já havia suspendido as renúncias por entender que havia indícios de irregularidades no processo. O recurso apresentado da Câmara, por outro lado, pedia que fosse sustada liminar concedida pela 1ª Vara de Rio Largo, que determinava o retorno imediato de Pedro Carlos e Peterson Henrique aos seus cargos após a Casa ter declarado extintos os mandatos por conta das cartas.

A sessão da Câmara dos Vereadores desta quinta-feira foi suspensa.

Uma comissão da Polícia Civil de Alagoas apura uma possível falsificação dos documentos.

O prefeito Carlos Gonçalves já havia denunciado à Procuradoria Geral de Justiça de que foram registradas duas tentativas de autenticação de sua assinatura, em cartórios de Rio Largo e de Porto Calvo, para que fosse forçada a sua renúncia.

Carlos, que venceu as eleições de 2024 com 62,99% dos votos válidos, foi apadrinhado pelo ex-prefeito Gilberto Gonçalves (PP) e fez uma campanha escorada na imagem do antecessor, abraçando inclusive o sobrenome -o nome de Carlos, no entanto, é Pedro Carlos da Silva Neto. O prefeito é sobrinho da esposa de Gilberto.

Gilberto assumiu a secretaria municipal de Governo, mas teve sua exoneração publicada na terça-feira, após a negativa de renúncia.

Em razão do imbróglio, Carlos retirou o sobrenome Gonçalves de seus posicionamentos desde o início de março, assinando conteúdos em suas redes sociais e notas oficiais como Carlos, Pedro Carlos ou Pedro Carlos da Silva Neto.

Na esteira dos eventos, está uma filiação de Carlos ao MDB, de Renan Calheiros, enquanto Gilberto Gonçalves é aliado de Arthur Lira, do PP.

JOSUÉ SEIXAS / Folhapress

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