SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Neo Química Arena se tornou a casa do futebol feminino no Brasil nos últimos anos. Empilhando recordes de público, o estádio do Corinthians abrigou grandes clássicos e criou uma identificação única com a modalidade. Inclusive, é cotado para ser palco da abertura ou do encerramento da Copa do Mundo de 2027.
“É uma alegria imensa, não só para os corintianos, mas para os brasileiros no geral, porque é um dos melhores estádios -não só do Brasil- mas do mundo. Não à toa foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo Feminina. É uma honra gigante. A gente está abrindo caminho, pedindo passagem, para que a gente possa ter outros jogos da seleção brasileira. Eu tenho certeza que a tendência agora é só crescer”, disse Íris Sesso, coordenadora do futebol feminino do Corinthians, à reportagem.
NEO QUÍMICA ARENA É A CASA DO FUTEBOL FEMININO NO BRASIL
Na última sexta-feira, o Brasil venceu o Japão por 3 a 1, com ‘show’ da torcida, e fez até a seleção adversária se render ao ambiente. Nils Nielsen, técnico da equipe japonesa, rasgou elogios à “atmosfera” criada pelos brasileiros.
Apesar dos 12ºC na capital paulista, a Arena teve mais uma vez grande público: 33.325 pessoas. Foi o 2º melhor número da seleção feminina na Arena de Itaquera. O recorde da amarelinha por lá ainda é o dos Jogos Olímpicos Rio 2016, com 39.718 torcedores, pela disputa da medalha de bronze com o Canadá.
“É fantástico que o Brasil vá sediar uma Copa do Mundo feminina, e espero que a gente se veja de novo aqui, porque toda a atmosfera, o futebol… No Brasil… Eu sei que a Inglaterra diz que é lá onde o futebol nasceu. Eu não me importo onde ele nasceu. O futebol vive aqui. E esse é o lugar para estar se você quer assistir futebol, se quer sentir a atmosfera, se quer sentir o ritmo do jogo. De onde vem isso? Vem do Brasil. Vai ser um enorme prazer voltar”, disse Nels Nielsen, técnico do Japão, em coletiva.
Além disso, a seleção brasileira mantém uma invencibilidade no estádio desde 2019. Foram cinco amistosos desde então, todos com vitória dois deles contra o Japão.
“Aqui é um lugar que já tem uma história muito rica no futebol feminino. E sempre que a gente vem aqui, na Arena, a gente é feliz, principalmente contra o Japão. Mais uma vez a gente conseguiu uma grande vitória”, afirma Marta, atacante da seleção feminina.
O estádio ainda detém detém quatro dos maiores públicos do futebol feminino no país, incluindo o recorde da modalidade. O hexacampeonato brasileiro do Corinthians, em setembro do ano passado, levou 44.136 torcedores às arquibancadas para torcer pelas Brabas.
“A gente quer isso: estádios cheios, que vocês divulguem cada vez mais, que essas jogadoras sejam ainda mais reconhecidas”, disse Arthur Elias, técnico da seleção feminina, após vitória sobre o Japão.
SEDE DE COPA DO MUNDO
A Neo Química Arena já foi escolhida para estar entre as sedes da Copa do Mundo Feminina 2027. Porém, há também a possibilidade de o estádio ser palco da abertura ou do encerramento do evento. O assunto é ventilado nos bastidores da CB, mas ainda não houve reunião com a Fifa para “bater o martelo”.
O gramado de alta qualidade é um dos principais trunfos do local. Inclusive, houve uma reforma recente no campo, com replantio, que será repetido antes do mundial de seleções femininas daqui a dois anos.
É fantástica [a Arena]. É um estádio muito bom, com um gramado excelente, com o qual as meninas são bem familiarizadas. Então, tudo é possível. A gente não bate o martelo, mas tudo é possível. E a gente acredita, sim, que a Neo Química pode ser uma grande Arena para uma final ou uma abertura. A gente vai construir.Samir Xaud, presidente da CBF, em zona mista
Diante da “excelência” apresentada pela Neo Química Arena, Iris Sesso acredita que o caminho natural é uma dessas duas datas ser realizada lá. Em 2014, a abertura da Copa do Mundo Masculina Brasil 3 x 1 Croácia aconteceu no estádio do Timão.
“Posso dizer com toda certeza que não é só um dos melhores gramados do Brasil, mas do mundo. A gente quer excelência sempre”, diz Íris Sesso à reportagem.
LIVIA CAMILLO E CAROLINA ALBERTI / Folhapress
