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Com estiagem, represa no rio Grande, no interior de SP, está em 43% da capacidade; veja fotos

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – A represa de Marimbondo, no rio Grande, localizada entre o interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais, nos municípios de Icém (SP) e Fronteira (MG), está operando com 43,33% de sua capacidade.

A situação está relacionada às baixas afluências registradas no último período úmido e ao longo do período seco em curso nas bacias hidrográficas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, situação que vem sendo alertada pelo ONS (Operador Nacional de Sistema Elétrico) desde dezembro do ano passado.

O volume útil da usina de Marimbondo é o mais baixo da bacia do Rio Grande e o terceiro pior do Sudeste e do Centro-Oeste. O conjunto das bacias das duas regiões acumulava até esta semana reservas médias de 61,30% (variando de mínimas de 23,34%, em Serra do Falcão, no Paranaíba, e 25,08%, no Jurumirim, até 89,89%, na Ilha Solteira).

Projeções feitas pelo ONS “apontam para condições desfavoráveis para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde está inserida a UHE Marimbondo, sendo esperada afluência da ordem de 51% da média de longo termo (MLT) para o período de julho a dezembro de 2024 nesse cenário”.

Tendo em vista essa perspectiva, o ONS reforça ainda que “mantém contínuo acompanhamento das condições hidrometeorológicas das bacias nas quais há aproveitamentos que compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN) e que as políticas operativas definidas consideram também a promoção da segurança hídrica dessas bacias”.

De acordo com relatório do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico do ONS elaborado em 3 de julho, entretanto, “não há riscos relacionados ao atendimento eletroenergético” no SIN.

Climatempo, empresa privada de aferição climática, afirma que Sudeste e Centro-Oeste estão, em boa parte de seus territórios, há mais de 150 dias sem chuva expressiva.

HISTÓRICO DE SECA

O mês de julho com o menor volume em Marimbondo foi em 2021, quando a represa atingiu mínima de 15,80%, seguido de 2020, momento em que atingiu 38,60% de capacidade. Ainda assim, a situação em 2024 preocupa.

“A hidrelétrica localizada no rio Grande, em Icém, tem um importante papel na produção de energia e o sistema produz energia através da água presente no reservatório. Os últimos meses no Brasil foram muitos secos”, afirma o meteorologista Guilherme Borges, do Climatempo.

Em nota, a Eletrobrás Furnas, responsável pelo reservatório da usina de Marimbondo, diz que a unidade vem “operando normalmente conforme despacho” do ONS.

A atuação de diversos bloqueios atmosféricos desde meados do ano passado tem favorecido a estabilização das massas de ar mais quentes na central do Brasil. Segundo o Climatempo, essas condições prejudicam a formação de nuvens de chuva mais significativas e levam à persistência de dias mais quentes por longo prazo e ao desabastecimento dos reservatórios.

Desde o início do ano, já foram cinco períodos de tempo seco na região de Marimbondo. “Importante destacar que o inverno é onde chove menos no Brasil. A tendência é que a seca se agrave ainda mais nos próximos meses”, disse Borges.

O último relatório do Monitor de Secas da ANA (Agência Nacional de Águas) também aponta a intensificação do fenômeno em São Paulo e Minas Gerais, especialmente com áreas com sequidão moderada. No Espírito Santo e no Rio de Janeiro, o grau de severidade da seca ficou estável em junho.

Por meio da ferramenta, atualizada pela ANA em parceria com diversos órgãos em todo país, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês. As séries históricas registradas servem para orientar planejamentos e ações públicas de curto e longo prazo.

DANIELLE CASTRO / Folhapress

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