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Com guerra tarifária, mercado vê exterior como principal risco à estabilidade financeira, diz BC

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A guerra tarifária aberta pelos Estados Unidos colocou o cenário internacional como o principal risco à estabilidade financeira para os próximos três anos, segundo instituições ouvidas pelo Banco Central em pesquisa trimestral divulgada nesta quinta-feira (5).

A sondagem foi realizada entre 19 de abril e 9 de maio. Os participantes da pesquisa incluem bancos, cooperativas, instituições de pagamento, gestoras de recursos, seguradoras e entidades fechadas de previdência complementar. Ao todo, foram 84 respondentes.

O presidente Donald Trump deu início a uma guerra comercial global apostando que taxar outros países traria de volta empregos e fábricas para os Estados Unidos. No dia 2 de abril, o republicano anunciou uma alíquota linear de 10% sobre produtos comprados de outros países, inclusive do Brasil, o que vem abalando as cadeias de suprimento.

Antes, o Brasil já tinha sido afetado pela cobrança imposta pelos americanos de tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio. O país é o segundo maior fornecedor de aço ao mercado americano. A alíquota aplicada ao setor subiu agora de 25% para 50%.

O Brasil não exclui a possibilidade de recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio), mas segue apostando nas negociações em curso.

Em comparação com a pesquisa anterior do BC, realizada em fevereiro, houve um salto de 16% para 39% na frequência em que o cenário internacional foi citado pelas instituições financeiras como o risco mais importante à frente.

Na lista, a segunda posição é ocupada pelos riscos fiscais -30% das respostas, ante 52% na sondagem realizada três meses antes. “Apesar da queda no número de citações, os riscos fiscais seguem sendo relevantes, com preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e a evolução da política fiscal”, diz trecho do documento divulgado pelo BC.

Em abril, a dívida bruta do Brasil atingiu 76,2% do PIB (Produto Interno Bruto) –saldo de R$ 9,2 trilhões. Em relação ao mês anterior, houve uma alta de 0,3 ponto percentual, segundo dados do BC.

A BC cita também que os riscos operacionais, decorrentes principalmente de riscos cibernéticos, têm tido relevância crescente, na opinião das instituições financeiras. O levantamento mostrou ainda que a percepção sobre o ciclo econômico ficou um pouco mais negativa em relação à pesquisa de fevereiro.

A pesquisa tem como objetivo captar a percepção das instituições financeiras sobre a estabilidade do sistema em várias dimensões, como riscos prospectivos, confiança na estabilidade e avaliação sobre os ciclos econômico e financeiro.

Além das instituições reguladas pelo BC, o levantamento considera também entidades reguladas por CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Susep (Superintendência de Seguros Privados) e Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).

NATHALIA GARCIA / Folhapress

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