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Compras corporativas são melhor maneira de gerar impacto socioambiental, diz pesquisa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma pesquisa apresentada nesta quinta-feira (20) no Impacta Mais, fórum de economia de impacto em São Paulo, mostrou que as compras corporativas são a maneira mais relevante de empresas gerarem impacto socioambiental. No entanto, elas enfrentam desafios para localizar, contratar e estabelecer relações comerciais com fornecedores aptos para isso.

O estudo feito por Ande (Aspen Network of Development Entrepreneurs) e Yunus Negócios Sociais, com o apoio da SAP, se converteu em uma coalização que busca transformar essas relações comerciais em força motriz para resolver desafios socioambientais.

A Ecoa – Coalizão para Compras de Impacto aposta que bastaria que 0,1% dos orçamentos globais de compras fossem via negócios de impacto para que fossem gerados bilhões de dólares em impacto positivo -promovendo uma economia mais justa, inclusiva e sustentável.

“Quando falamos de compras de impacto, estamos nos referindo a gastos como matérias-primas, produtos manufaturados, embalagens e logística, serviços como mão de obra, distribuição e fim de vida do produto até gastos indiretos como tecnologia, marketing, gerenciamento de escritórios e relação com clientes”, disse Glaziela Cavallaro, diretora-executiva da Yunus Negócios Sociais, no lançamento do estudo no Impacta Mais.

Segundo o estudo, somente a SAP Business Network, uma das maiores plataformas de compras corporativas do mundo, facilita transações anuais em torno de US$ 3,75 trilhões em produtos e serviços. O mercado global de compras de impacto é avaliado atualmente em US$ 2,5 bilhões.

“De acordo com o Fórum Econômico Mundial, dois terços do impacto de uma empresa advém da sua cadeia de suprimentos. O mesmo estudo aponta que as pressões regulatórias sobre sustentabilidade estão crescendo, com empresas sendo cada vez mais obrigadas a reportar suas práticas sustentáveis”, disse Flora Bracco, head Brasil e líder global de engajamento corporativo da Ande, no fórum.

Conduzida no segundo semestre de 2024, a pesquisa envolveu mais de cem respondentes, entre corporações, negócios e organizações dinamizadoras. Entre eles, 35 participaram de forma mais profunda.

O mapeamento buscou compreender obstáculos e oportunidades na relação entre os atores envolvidos neste ecossistema.

Mais da metade das companhias relataram que essa abordagem em sua cadeia de valor ajuda as organizações a cumprirem metas ESG, além de agregar valor à marca e melhorar o relacionamento com seu público.

A falta de processos ou intermediadores que possam conectar o empreendedor de impacto a potenciais clientes é o principal desafio para as vendas corporativas, mencionado por 70% dos negócios de impacto consultados.

Também foram citadas políticas de compras excessivamente rígidas e pouco letramento das equipes para estabelecerem, juntos, uma relação comercial.

Entre as oportunidades estariam a criação de bancos de fornecedores de impacto, a elaboração de guias de boas práticas e o desenvolvimento de programas para a adoção de critérios de impacto nas compras.

Com este diagnóstico em mãos, a Ecoa – Coalizão para Compras de Impacto deve ter atuar para destravar as compras de impacto. Entre as ações planejadas estão pesquisa, treinamento, desenvolvimento de negócios de impacto e de projetos-piloto, ferramentas de avaliação de certificação de negócios.

“E também olhar para agendas e políticas públicas, comunicação, curadoria de conteúdo, letramento, e eventos”, complementa Flora Bracco.

Promovido pelo Impact Hub São Paulo e idealizado junto ao ICE (Instituto de Cidadania Empresarial), o Impacta Mais se reinventa neste ano ao reunir espaço para debates e feira de negócios, se consolidando como ponto de encontro do ecossistema de inovação social.

Conhecido em edições anteriores como Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto, o evento apresenta cinco painéis temáticos, cobrindo tópicos como meio ambiente e COP30, saúde e bem-estar, acesso a capital e finanças de transição, novas economias, inclusão produtiva, empreendedorismo periférico e diversidade.

Redação / Folhapress

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