RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Considerando inflação, faixa de isenção do IR deveria ser de R$ 5.136, aponta levantamento

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A correção integral da faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) deveria ser ajustada para R$ 5.136,01, segundo levantamento da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). O cálculo considera a inflação oficial do Brasil fechando o acumulado de 2024 em 4,83%, como divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Atualmente, 16.460.624 pessoas estão isentas do imposto. Segundo o estudo, com a correção integral, esse número subiria para 28.443.785, beneficiando mais 11 milhões de contribuintes. A arrecadação anual projetada -que hoje é de R$ 363,26 bilhões, passaria a ser de R$ 127,29 bilhões com a correção, resultando em um alívio fiscal superior a R$ 230 bilhões para a classe média.

O levantamento, baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado desde 1996, considera as atualizações realizadas na tabela ao longo dos anos, incluindo o reajuste da Lei n.º 14.848, de 1º de maio de 2024.

A Unafisco simulou um cenário alternativo em que apenas a faixa de isenção seria corrigida para R$ 5.000 -como propõe o governo Lula, sem ajustes nas demais faixas. Nesse caso, o número de isentos chegaria a 26.043.545, e a arrecadação total ficaria em R$ 312,26 bilhões, gerando em um retorno de R$ 51 bilhões para os contribuintes.

Para as demais faixas, a correção deveria ser maior, já que elas não têm entrado na mesma regra de atualização do governo.

Hoje, para dar isenção do IR a quem recebe até dois salários mínimos, a primeira faixa recebe, além da correção anual, um desconto-padrão de R$ 564,80.

A última faixa da tabela prevê IR de 27,5% para salários acima de R$ 4.664,68. Se houvesse a correção pela inflação desde 1996, só pagaria 27,5% quem tem renda mensal acima de R$ 12.698,62.

O presidente da Unafisco, Mauro Silva, afirmou que, para garantir a neutralidade fiscal, seria suficiente implementar um imposto mínimo de 10% sobre o rendimento total (tributável e recebido por lucros e dividendos).

Silva classificou a isenção anunciada pelo governo como um passo positivo em direção à correção integral da tabela, afirmando que a medida é necessária para o país atingir “a justiça tributária para a classe média assalariada e essencial para promover maior justiça fiscal e preservar o poder aquisitivo dos brasileiros”.

De acordo com o levantamento da Unifisco, as deduções previstas também seriam ajustadas significativamente. A dedução mensal por dependente aumentaria de R$ 189,59 para R$ 516,12. A dedução anual por educação passaria de R$ 3.561,50 para R$ 9.695,44, e o desconto padrão anual iria de R$ 16.754,34 para R$ 45.610,21.

TABELA PROGRESSIVA MENSAL DO IMPOSTO DE RENDA – 2024

Renda tributável – Alíquota – Dedução

Até R$ 2.259 – Isento –

De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 169,44

De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15% – R$ 381,44

De R$ 3.751,06 até R$ 4664,68 – 22,50% – R$ 662,70

Acima de R$ 4.664,68 – 27,50% – R$ 896

TABELA PROGRESSIVA MENSAL SE CORRIGIDA PELA DEFASAGEM ACUMULADA

Renda tributável – Correção – Alíquota – Dedução

Até R$ 5.136,01 – 127,34% – Isento –

De R$ 5.136,02 até R$ 7.694,97 – 172,23% – 7,5% – R$ 385,20

De R$ 7.694,98 até R$ 10.211,45 – 172,23% – 15% – R$ 962,32

De R$ 10.211,46 até R$ 12.698,62 – 172,23% – 22,50% – R$ 1.728,18

Acima de R$ 12.698,62 – 172,23% – 27,50% – R$ 2.363,12

_Fonte: Sindifisco_

ANA PAULA BRANCO / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS