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Cotada para ministério diz que deve tomar posse nesta segunda, e governo Lula não confirma

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cotada para assumir o Ministério das Mulheres, a petista Márcia Lopes disse que deve tomar posse já nesta segunda-feira (5) após uma reunião com o presidente Lula (PT) em Brasília. Apesar da declaração, o governo federal ainda não confirmou que ela será a nova ministra da pasta.

“[O presidente] informou que havia conversado com a Cida [Gonçalves] e agendou para falar com ele amanhã [segunda-feira] à tarde. Deverei assinar o termo de posse. Estarei já trabalhando a semana toda”, disse Márcia à Folha de S.Paulo neste domingo (4).

Ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia já havia confirmado à reportagem o convite para assumir o Ministério das Mulheres, comandado pela também petista Cida Gonçalves. No entanto, na agenda do presidente para segunda-feira divulgada neste domingo, não consta o encontro.

Segundo Márcia, Lula a telefonou na sexta-feira (2) para fazer o convite. No mesmo dia, ele se reuniu por 20 minutos com Cida Gonçalves no Palácio do Planalto. Ela deixou o local sem falar com a imprensa.

O entorno do presidente já dava como certa a saída de Cida do cargo no contexto da reforma ministerial. Márcia, que foi ministra de Lula em 2010, durante o segundo mandato dele, era apontada como a favorita para assumir a pasta das Mulheres.

Assistente social e professora, ela é filiada ao PT desde a década de 1980 e é irmã de Gilberto Carvalho, secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e ex-secretário geral da Presidência. Ela também foi uma das coordenadoras do grupo técnico de assistência social no governo de transição, em 2022, junto da ministra Simone Tebet (Planejamento) e da ex-ministra Tereza Campello.

Caso a troca no ministério seja confirmada, será a sexta mudança no primeiro escalão do governo desde o início do ano. A maioria das trocas, no entanto, ocorreu apenas entre petistas, enquanto mudanças envolvendo nomes de fora do partido ocorreram em meio a escândalos e denúncias de corrupção.

Na sexta, Carlos Lupi (PDT) pediu demissão do Ministério da Previdência em meio à crise dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O número dois dele na pasta, Wolney Queiroz (PDT), assumiu o seu lugar no mesmo dia.

Em abril, Juscelino Filho (União Brasil) deixou o Ministério das Comunicações após denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) o acusar de corrupção passiva ligada ao desvio de emendas. O deputado Pedro Lucas (União Brasil-MA) chegou a ser oficialmente anunciado como seu lugar, mas 12 dias depois recusou o convite e Frederico Siqueira, então presidente da Telebras, assumiu a pasta.

Em janeiro, Lula exonerou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) do comando da Secom (Secretaria de Comunicação do Palácio da Presidência) para nomear Sidônio Palmeira. Em fevereiro, demitiu Nísia Trindade do Ministério da Saúde e realocou Alexandre Padilha para o cargo. No lugar dele, à frente da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Lula nomeou a ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann.

JULIANA ARREGUY / Folhapress

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