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De volta ao país, Michelin anuncia no Rio suas famosas estrelas para restaurantes

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O Rio de Janeiro volta a receber a comunidade gastronômica em peso nesta segunda-feira (20), seis meses depois de sediar a cerimônia dos 50 Best Restaurants da América Latina. Desta vez, chefs comparecem à capital fluminense para evento do Guia Michelin, em que serão anunciadas as famosas estrelas para restaurantes do Rio e de São Paulo em cerimônia marcada para 19h.

Essas duas cidades foram avaliadas por inspetores do guia pela última vez em 2020, com a classificação transmitida em um evento online por causa da pandemia de Covid. Desde então, a publicação foi paralisada e, agora, foi retomada depois de um investimento conjunto da Prefeitura de São Paulo e do Rio de Janeiro de R$ 9 milhões para viabilizar o prêmio até 2026.

O guia de origem francesa prepara seu retorno em cenário de expansão, depois de cobrir pela primeira vez cidades na América Latina e Estados Unidos. Como exemplo, o Michelin fez neste ano sua estreia na Cidade do México, capital mexicana, e em novembro do ano passado, em Buenos Aires e Mendoza, Argentina.

São Paulo, onde a festa foi realizada em 2019, deu lugar ao Rio de Janeiro, onde o evento vai acontecer depois de a Prefeitura do Rio desembolsar um adicional de R$ 1,9 milhão para ser a cidade sede da cerimônia. Até então, nenhuma edição anterior contou com apoio financeiro para acontecer.

A organização e o lançamento do Guia Michelin começaram a ser patrocinados por países como a Argentina (que investiu US$ 620 mil) e Portugal (que investiu cerca de € 400 mil, segundo o jornal Expresso). O guia alega, porém, que isso não interfere na quantidade de restaurantes estrelados ou no número de estrelas recebidos. Em contrapartida, a publicação diz impulsionar o turismo local com as estrelas e a reputação conferida a restaurantes.

O local selecionado para o evento foi o hotel Copacabana Palace, o mesmo que recebeu a cerimônia do 50 Best América Latina pela primeira vez no Brasil em novembro do ano passado —o prêmio já havia passado pelo Peru, Colômbia, México e Argentina. No ranking do 50 Best divulgado na capital fluminense, o primeiro lugar ficou com o restaurante Maido (Peru), o segundo com colombiano El Chato e, o terceiro, com o Don Julio, de Buenos Aires. Já o paulistano A Casa do Porco permaneceu no 4º lugar, sendo o restaurante brasileiro mais bem colocado na lista.

O Brasil nunca teve um restaurante com a classificação de três estrelas e até 2020 era o único país da América Latina coberto pelo Michelin, que faz a cobertura de restaurantes de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na edição de 2020, as casas avaliadas com duas estrelas foram o extinto Ryo (SP), o D.O.M. (SP), o Oteque (RJ) e o Oro (RJ). Além delas, outro restaurante bem cotado para esta edição é o Tuju, reaberto em São Paulo no fim do ano passado e dono de duas estrelas, conquistadas na edição de 2019.

Diferente da lista do 50 Best, em que votos de uma série de jurados são compilados, o Guia Michelin envia inspetores próprios para visitar anonimamente restaurantes e avaliá-los. Entre os critérios utilizados estão qualidade do ingrediente, personalidade que o chef expressa na cozinha, o domínio de técnicas culinárias e a regularidade.

Na classificação, uma estrela Michelin é dada a endereços que têm cozinha de alta qualidade e que valem uma parada. Duas estrelas são atribuídas quando há uma cozinha excelente “que vale a pena fazer um desvio”.

Além disso, os endereços também podem ser destacados como Bib Gourmand, que servem comida de boa qualidade a um preço moderado.

O Guia tem em formato online, disponível por meio do site e aplicativo do Michelin, apesar de ainda manter a publicação física em alguns países, como a França.

Em meados de abril, o Michelin anunciou a criação de um símbolo para a classificação dos melhores hotéis do mundo. Os estabelecimentos vão receber “chaves” de reconhecimento com base em cinco critérios avaliados pela equipe, como arquitetura, qualidade do serviço e contribuição para o bairro em que estão localizados.

A primeira seleção, na França, traz 189 hotéis e acomodações que receberam chaves. Assim como um restaurante classificado pela Michelin, um hotel pode ganhar uma, duas ou três chaves.

O guia foi criado pelos irmãos Edouard e André Michelin em 1900, na França, com informações de onde abastecer e consertar o carro, onde comer e se hospedar.

MARÍLIA MIRAGAIA / Folhapress

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