RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Defesa de Juscelino Filho critica Ministério Público e diz confiar no STF

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A defesa do ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho, disse em nota nesta terça-feira (8) que ele é inocente e confia que o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitará as acusações feitas em denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Juscelino “reafirma sua total inocência e destaca que o oferecimento de uma denúncia não implica em culpa nem pode servir de instrumento para o MP [Ministério Público] pautar o país”, diz nota assinada pelos advogados de Juscelino, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.

“O julgamento cabe ao Supremo Tribunal Federal, em quem Juscelino Filho confia que rejeitará a peça acusatória diante da sua manifesta ausência de provas”, acrescenta.

A defesa afirmou que não foi notificada da denúncia e que soube dela antes de o andamento constar na consulta processual.

“Temos um indício perigoso de estarmos voltando à época punitivista do Brasil, quando o MP [Ministério Público] conversava primeiro com a imprensa antes de falar nos autos”, dizem os advogados.

Na nota, a defesa afirma que essa é “a melhor oportunidade para se colocar um fim definitivo a essa maratona de factoides que vem se arrastando por quase três anos” contra Juscelino.

Também diz que o caso no qual houve a denúncia não tem qualquer relação com a atuação de Juscelino à frente do Ministério das Comunicações, “cuja gestão -assim como em todos os cargos públicos em que atuou- é pautada pela transparência, eficiência e compromisso com o interesse público”.

“Como deputado federal, no mandato anterior, Juscelino Filho limitou-se a indicar emendas parlamentares para custear a realização de obras em benefício da população. Os processos de licitação, execução e fiscalização dessas obras são de competência exclusiva do Poder Executivo, não sendo responsabilidade do parlamentar que indicou os recursos”, diz o comunicado.

“O ministro reitera sua confiança na Justiça e na imparcialidade do Supremo Tribunal Federal, acreditando que a verdade prevalecerá e que sua inocência será devidamente comprovada.”

Juscelino foi denunciado ao STF no inquérito em que havia sido indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva e de outros crimes relacionados ao desvio de emendas no período em que era deputado federal.

O processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino e corre sob sigilo. Caberá ao Supremo decidir se aceita a denúncia e se ele vira réu.

Juscelino foi indiciado pela corporação em 12 de junho do ano passado sob suspeita de participar de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e fraude em licitação.

Na época, Lula afirmou que ele seria afastado do cargo de ministro caso fosse denunciado pela PGR.

Em nota divulgada antes da demissão, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda reiterou o apoio do partido a Juscelino, dizendo que a sigla “permanece ao lado do ministro”.

Afirmou na nota que “denúncias não equivalem a culpa” e que é preciso respeitar o princípio da presunção de inocência. “Seguimos confiando na seriedade e competência do ministro Juscelino Filho, que tem exercido seu trabalho à frente do Ministério das Comunicações com comprometimento e resultados concretos para a população brasileira.”

A bancada do partido na Câmara também divulgou nota de apoio, assinada pelo líder Pedro Lucas Fernandes (MA), cotado para assumir o posto.

A Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) também se manifestou, afirmando que as obras mencionadas no âmbito da investigação que tem Juscelino como alvo foram licitadas e contratadas e executadas pela prefeitura de Vitorino Freire, não pelo órgão.

“A Companhia mantém com o município convênios para transferência de recursos. Em convênios, cabe ao órgão convenente -nesse caso, a prefeitura- executar integralmente os instrumentos”, disse.

“A Codevasf não tem relação com as empresas selecionadas pela prefeitura para execução das obras que são objeto dos convênios.”

Ainda de acordo com a estatal, órgãos concedentes, como é o caso da Codevasf, fiscalizam a execução dos convênios e, ao final, aprovam ou rejeitam as prestações de contas.

“As conclusões de prestações de contas e auditorias realizadas nos convênios firmados com Vitorino Freire motivaram a devolução parcial de recursos por parte da prefeitura”, afirmou.

A Codevasf afirmou ainda que todos os convênios mantidos com o município de Vitorino Freire foram submetidos a criteriosas auditorias internas.

JOSÉ MARQUES / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS