SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, elogiou o programa Desenrola Brasil, voltado para a renegociação de dívidas em atraso.
“O programa é tempestivo e oportuno, pois impacta diretamente uma enorme massa de pessoas que perderam condições de consumo pelo endividamento e dificuldades de honrar essas dívidas”, afirmou Lazari Junior em nota.
O Desenrola Brasil entrará em operação na próxima segunda-feira (17), quando 1,5 milhão de brasileiros que devem até R$ 100 vão sair da lista de negativados e cidadãos com renda de até R$ 20 mil poderão renegociar suas dívidas diretamente com instituições financeiras.
Os cinco maiores bancos do país Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica e Santander já anunciaram que vão aderir ao Desenrola.
Segundo o Bradesco, a renegociação será realizada em condições especiais e sempre alinhada à capacidade de pagamento de cada interessado.
“Temos total interesse no programa, nossa adesão é plena. Consideramos essa parceria dos bancos com o governo federal um meio rápido e eficiente de organizar e dar saúde ao orçamento doméstico”, disse o presidente do Bradesco.
O banco informou que vai disponibilizar todos os seus canais de atendimento e relacionamento digitais e físicos aos clientes interessados em aderir ao programa Desenrola a partir da próxima segunda-feira (17).
“O Bradesco dará todo o apoio necessário para dar abrangência e robustez ao Desenrola, seja com informação ao cliente, seja com transparência e fluidez nas negociações”, afirmou Lazari Júnior.
O pontapé inicial do programa foi dado com a publicação de uma portaria no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14).
“Nós apresentamos agora para o presidente Lula o início da operação. Lembrando que são dívidas negativadas até 31 de dezembro de 2022. Portanto, é o rescaldo de todos os problemas que o Brasil enfrentou até aquela data”, afirmou o ministro Fernando Haddad, após se reunir com o mandatário na manhã desta sexta.
Poderão ser renegociadas dívidas inscritas até 31 de dezembro de 2022, e o devedor terá o prazo mínimo de 12 meses para quitar os débitos.
LUCAS BOMBANA / Folhapress