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Distrito da região sul de SP caminha entre imóveis populares e de alto padrão

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Entre Santo Amaro e Interlagos, o distrito de Campo Grande é um desconhecido na cidade. Se perguntado, o paulistano talvez mencione a cidade do Mato Grosso do Sul e o time das lonjuras do Rio -que revelou o treinador Vanderlei Luxemburgo.

Mas esse distrito da região sul de São Paulo, como o Piauí, existe -e brilha como ativo imobiliário.

Dados do Secovi indicam que ele supera os vizinhos ilustres Santo Amaro e Campo Belo em lançamentos de imóveis entre março de 2024 a fevereiro de 2025. E números compilados pela startup imobiliária Loft mostram que houve aumento de notáveis 51,9% nas transações nos meses de janeiro e fevereiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. É quase o triplo da média da cidade.

Campo Grande ostenta um painel diversificado de moradias, com habitações de interesse social (HIS) e imóveis de alto padrão, como os apartamentos do Iepê Golf, condomínio com um pequeno campo de golfe e unidades avaliadas em quase R$ 2 milhões.

Foi nessa região que se estabeleceu o tradicional São Paulo Golf Club, com área verde que faria inveja a diversos parques públicos. O distrito ainda contém a seção final da marginal Pinheiros, que deve muito em breve viver uma explosiva transformação de uso, com fábricas dando lugar a edifícios, em grande parte voltados para a habitação popular.

O instrumento que irá viabilizar tal cenário é o Plano de Intervenção Urbana (PIU) Arco Jurubatuba, aprovado na Câmara Municipal ano passado, mas ainda à espera de regulamentação.

Quem já está por lá é a Vibra, bandeira residencial acessível do grupo Nortis. O Vibra Jurubatuba traz unidades de até 40 m² e preço de cerca de R$ 280 mil. São 325 apês em duas torres. Murilo Santos, diretor comercial da empresa, destaca a mobilidade da região, com a estação de trem Jurubatuba da linha 9 da CPTM e diversas linhas de ônibus, e as opções de comércio popular, como as do Largo 13 e os shoppings Interlagos e SP Market.

Para Santos, o Vibra “reflete o estilo de vida” de um público jovem, entre 25 e 35 anos, casais principalmente, alguns deles com filhos pequenos, que “buscam uma rotina com segurança, praticidade e qualidade”.

A Kazzas, bandeira de entrada do Grupo Kallas, também identificou potencial na região e vem levantando, nos limites da Vila Joaniza, o Inter Kazzas Interlagos, com apartamentos de cerca de 40 m² também elegíveis para financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida. Algumas unidades possuem vaga de garagem e 85% do empreendimento já foi comercializado. O condomínio prevê diferenciais sustentáveis, como horta coletiva e aproveitamento da água da chuva.

Gil Vasconcelos, diretora de incorporação do Grupo Kallas, diz que a vizinhança do shopping Interlagos agrega valor ao imóvel e que as unidades com vagas de garagem foram rapidamente vendidas. Ela também disse à Folha que, mesmo ainda sem os terrenos, o grupo já tem quatro projetos desenhados para a seção final da marginal Pinheiros, à espera da regulamentação.

Como algumas outras áreas da cidade, Campo Grande é verdadeira metonímia do Brasil, com seus bolsões exclusivos e quebradas. No primeiro caso há as imediações do São Paulo Golf Club e o Jardim Marajoara, além do estritamente residencial City Campo Grande. É a seção da região urbanizada pela lendária Companhia City, responsável pelo desenvolvimento dos bairros mais arborizados e distintos da cidade.

As mansões existentes por lá, contudo, não acompanharam a valorização geral da vizinhança e hoje têm seu metro quadrado cotado a R$ 8.000.

E para ilustrar a “coté” quebrada, é bastante emblemática a presença de um antigo aterro sanitário às margens do Jurubatuba, encerrado em 1995 e hoje sede de uma estação de transferência de coleta de lixo operada pela mesma empresa que faz a coleta doméstica das cerca de 100 mil almas de Campo Grande.

Por fim, se o vizinho autódromo de Interlagos não pode ser cooptado e listado como atração turística do distrito, por fazer parte da Cidade Dutra, há outros cartões postais do seu próprio lado da ponte para Campo Grande celebrar.

Vale citar o parque da Mônica, dentro do SP Market, e o santuário Mãe de Deus, inaugurado com estrépito em 2012 e que, quando totalmente concluído, poderá abrigar supostamente até 100 mil pessoas. O idealizador do templo e ainda principal atração da casa é o padre-cantor Marcelo Rossi.

PAULO VIEIRA / Folhapress

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