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Dólar abre estável com investidores atentos às reuniões de bancos centrais

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu próximo da estabilidade nesta segunda-feira (5), abrindo uma semana marcada por decisões de bancos centrais ao redor do mundo, incluindo Fed (Federal Reserve), Banco da Inglaterra e BC (Banco Central), enquanto a guerra comercial entre Estados Unidos e China continua no radar.

Às 9h05, o dólar caía 0,09%, a R$ 5,6508. Na última sexta-feira (2), a moeda encerrou o pregão com queda de 0,35%, cotado a R$ 5,654, após notícias de que os Estados Unidos e a China podem avançar nas negociações sobre a guerra tarifária.

Dados de emprego mais fortes do que o esperado na economia norte-americana também impulsionaram o recuo da moeda dos EUA, que acumulou queda de 0,60% na semana.

Na madrugada deste dia, o Ministério do Comércio chinês disse que os EUA entraram em contato sobre tarifas e que estava avaliando negociar, pedindo o fim de taxas unilaterais e sinceridade dos americanos.

Diante do otimismo sobre o alívio das tarifas, as ações globais dispararam. Os principais índices americanos, europeus e asiáticos fecharam em alta. Já a Bolsa brasileira encerrou perto da estabilidade, com variação positiva de 0,04%, aos 135.133 pontos, após operar no negativo ao longo de todo o pregão desta sexta.

Segundo o órgão chinês, o governo americano “tomou recentemente a iniciativa de transmitir mensagens ao lado chinês por meio de canais relevantes” e que Pequim agora avalia conversas diretas com Washington. É a primeira vez que a China fala abertamente em aceitar negociação.

Os Estados Unidos declararam sua “vontade de negociar com a China sobre a questão tarifária”, acrescentando ser preciso, porém, “demonstrar sua sinceridade nas negociações, estando preparados para agir em questões como corrigir suas práticas erradas e suspender tarifas unilaterais”.

Após o anúncio do “Dia da Libertação” de Trump em 2 de abril, as trocas de retaliações levaram os EUA a impor tarifa de 145% sobre os produtos chineses, enquanto Pequim implementou taxa de 125% sobre as importações vindas dos EUA.

“Negociações entre China e EUA para resolver o conflito tarifário são bem-vindas para os ativos de risco em todo o mundo, que reavaliam se as preocupações foram exageradas. Ambas as potências estão adotando um tom mais conciliador, permitindo que os investidores voltem a se posicionar em risco”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Além disso, a China isentou 131 produtos americanos de tarifas em meio à guerra comercial, totalizando cerca de US$ 40 bilhões, ou cerca de 24% das importações chinesas dos EUA em 2024, segundo a Bloomberg.

O sentimento positivo do pregão ainda ganhou força com a divulgação de dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado para abril.

O governo norte-americano informou que foram abertas 177 mil vagas de emprego no país em abril, abaixo dos 185 mil postos de trabalho criados no mês anterior. Economistas consultados pela Reuters projetavam a abertura de 130 mil vagas. Já a taxa de desemprego se manteve estável em 4,2%.

O resultado, que indica a resiliência do mercado de trabalho diante das incertezas da política tarifária de Trump, levou operadores a reduzir ligeiramente suas apostas em cortes na taxa de juros pelo Fed (Federal Reserve, o BC americano) neste ano.

As reuniões do Fed estão marcadas para esta terça e quarta-feira (6 e 7). A expectativa é de que a instituição mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% nesta semana.

Em uma publicação em sua rede social Truth Social após a divulgação dos dados, o presidente americano citou o nível de empregos do país e seu plano tarifário para afirmar que a economia dos EUA “está apenas em fase de transição, apenas começando”.

Trump voltou a fazer um apelo para que Fed reduza a taxa de juros.

“Os consumidores esperam há anos para ver os preços caírem. SEM INFLAÇÃO, O FED DEVE BAIXAR SUA TAXA!!!”, publicou Trump.

Em dia de agenda esvaziada no Brasil, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou a semana praticamente estável, na contramão dos fortes ganhos dos mercados globais.

Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para decidir a taxa básica de juros do país, a Selic.

De acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira, o BC deve elevar a taxa em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

No fim da tarde da última sexta a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 estava em 14,71%, ante o ajuste de 14,659% da sessão de quarta-feira, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 13,99%, em alta de 11 pontos-base ante o ajuste de 13,878%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,84%, em alta de 6 pontos-base ante 13,778% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,88%, ante 13,853%.

No acumulado de abril, o dólar somou queda de 0,56%; o Ibovespa, alta de 3,7%. A economia norte-americana recuou 0,3% na base anual durante o primeiro trimestre, captando a resposta das empresas americanas à guerra comercial de Donald Trump.

A queda contrasta com o crescimento de 2,4% registrada no último semestre de 2024. Trata-se do maior recuo desde o primeiro trimestre de 2022.

A diminuição no PIB para o período era esperada por alguns analistas, mas foi pior do que algumas previsões. Economistas ouvidos pelo The Wall Street Journal, por exemplo, esperavam um crescimento de 0,4%.

Redação / Folhapress

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