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Economistas preveem que Copom subirá Selic em 0,5 p.p. nesta semana e elevam previsão da inflação deste ano

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os economistas esperam que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central suba a taxa de juros para 11,25% na reunião que começa nesta terça-feira (5) e terminará no dia seguinte.

A previsão de alta de 0,5 ponto percentual em relação ao patamar atual de 10,75% foi divulgada no boletim Focus desta manhã de segunda-feira (4).

Os analistas mantiveram também a previsão de um novo aumento de 0,5 ponto percentual na reunião de dezembro, o que levaria a Selic a terminar o ano em 11,75%, nível mantido há cinco semanas no Focus.

A expectativa para a taxa básica de juros subiu ainda 0,25 ponto percentual para 2025 (de 11,25% para 11,50%), 2026 (de 9,50% para 9,75%) e 2027 (de 9% para 9,25%).

Economistas ouvidos pela reportagem acreditam que o Copom decidirá pela alta de 0,5 ponto percentual com a piora do cenário econômico.

Eles veem necessidade de um choque maior de juros para levar a inflação para a meta devido a uma série de fatores, sobretudo ao risco fiscal.

Depreciação cambial, diante de incertezas no ambiente internacional com as eleições nos EUA, piora adicional nas expectativas de inflação e resiliência da atividade econômica colocam pressão extra sobre a decisão do colegiado do Banco Central.

Os economistas também aumentaram a previsão para a inflação deste ano de 4,55% para 4,59%. É a quinta semana consecutiva que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) tem alta, superando o limite do teto da meta de 3% estabelecida pelo BC, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O mercado ainda elevou a previsão para o IPCA de 2025 (de 4% para 4,03%) e 2026 (3,6% para 3,61%). O dólar também viu um aumento e os analistas esperam que a moeda feche o ano em R$ 5,50, contra R$ 5,45 da semana passada.

Outro índice que sofreu elevação foi o PIB (Produto Interno Bruto), que foi de 3,08% para 3,10% neste ano. Já os três anos seguintes ficaram estagnados em 1,93% (2025) e 2% (2026 e 2027).

FERNANDO NARAZAKI / Folhapress

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