Eles chegaram na Copa mais confiantes do que nós, diz Marquinhos sobre japoneses

O zagueiro alerta que não convém subestimar a seleção japonesa, adversária do Brasil nesta segunda-feira (29)

Imagem: Rafael Ribeiro/CBF

Marquinhos já esteve do lado de quem carregava amplo favoritismo antes de uma partida, mas acabou não confirmando a expectativa em campo. Por isso, o zagueiro alerta que não convém subestimar a seleção japonesa, adversária do Brasil nesta segunda-feira (29), na abertura do mata-mata da Copa do Mundo.

Na véspera do confronto, o defensor lembrou que o próprio Japão já fez frente a seleções campeãs mundiais recentemente. Na Copa de 2022, por exemplo, venceu Alemanha e Espanha na fase de grupos. A seleção brasileira também foi vítima no encontro mais recente entre as equipes, em outubro, quando os japoneses derrotaram o Brasil pela primeira vez no 14º duelo entre os países.

“Eles já mostraram que são muito qualificados. Nos últimos anos, jogaram contra grandes seleções e fizeram grandes trabalhos”, elogiou o defensor, que também destacou uma mudança de postura do rival. Para ele, os japoneses desembarcaram na América do Norte mais confiantes do que os brasileiros.

“Eles chegaram nessa Copa mais confiantes do que a gente por tudo o que nós passamos. Nós chegamos aqui em uma situação diferente”, acrescentou.

Embora o histórico do confronto ainda seja amplamente favorável ao Brasil, com 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota, o fato de o único revés ter acontecido justamente no último encontro é um dos sinais da evolução japonesa.

Para reforçar o alerta contra qualquer excesso de confiança, Marquinhos recorreu a duas experiências recentes. Lembrou da eliminação do Brasil para a Croácia nas quartas de final da Copa de 2022 e da derrota do Paris Saint-Germain para o Botafogo no Mundial de Clubes do ano passado, resultados que contrariaram o favoritismo atribuído às suas equipes.

“Na última Copa do Mundo, a gente foi eliminado pela Croácia. Muita gente dizia que a nossa seleção era muito melhor do que a deles. No último Mundial de Clubes, o PSG, meu time, perdeu para o Botafogo, embora muitos também considerassem o PSG muito superior. O futebol hoje é assim”, afirmou.

Capitão da seleção brasileira no Qatar e também do Paris Saint-Germain, Marquinhos falou com a experiência de quem já viveu os dois lados do favoritismo e sabe que ele pouco vale quando a bola começa a rolar.

“Vai ser um jogo muito difícil, mas a gente está pronto para isso. A gente vê o quanto que é importante crescer no momento certo da competição, principalmente em um jogo de mata-mata, que não é nem mata-mata porque é jogo único”, finalizou Marquinhos.

 

LUCIANO TRINDADE E MARCOS GUEDES / Folhapress

 

 

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