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Em fiasco histórico, conservador Merz não consegue maioria em votação para confirmá-lo premiê da Alemanha

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – Em um fracasso histórico, inédito no período pós-guerra, Friedrich Merz não alcançou a maioria simples para se tornar primeiro-ministro da Alemanha. Nesta terça-feira (6), em Berlim, o Bundestag lhe deu apenas 310 votos, 6 a menos do que o necessário, apesar de sua coalizão de governo somar 328 parlamentares.

O resultado, absolutamente inesperado, fez a Bolsa alemã despencar e os analistas políticos correrem nas explicações. Na média das avaliações, ainda que não seja algo irreversível, demonstra a fragilidade do acordo do conservador com os sociais-democratas do SPD, partido do ainda primeiro-ministro, Olaf Scholz, que lamentou o ocorrido em sua primeira manifestação sobre o caso.

Merz agora enfrentará uma segunda rodada de votação e, caso não obtenha a maioria novamente, precisará apenas de uma maioria relativa para se tornar o chefe de governo da maior economia europeia. Na segunda hipótese, porém, qualquer parlamentar poderá apresentar candidatura e concorrer ao cargo.

O candidato conservador da CDU tinha, a princípio, apoio suficiente de sua legenda e dos social-democratas do SPD, com os quais fez um acordo para governar em coalizão, o que garantiria a maioria.

Merz foi o vencedor das eleições legislativas de 23 de fevereiro e é visto com esperança em uma Europa desorientada pela política diplomática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Mesmo antes de ser nomeado, Merz já enfrenta a irritação de uma parte de seu eleitorado conservador, por flexibilizar recentemente as rígidas normas de endividamento para conseguir financiar o rearmamento e a modernização das infraestruturas do país.

Dos 328 votos existentes na coalizão, ao menos 18 foram negados ao conservador. Isso depois de a aliança CDU/CSU de Merz ter assinado o acordo com o SPD na véspera, quando os partidos apresentaram seus ministros e comentaram sobre os primeiros atos de governo.

Merz estava tão certo de obter o cargo que já havia marcados seus primeiros compromissos internacionais na quarta (7) e quinta (8) na França e na Polônia, relacionados às celebrações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra na Europa. Partidos e Parlamento ainda discutem quando fazer a segunda votação, que precisa ocorrer em 14 dias, de acordo com a Constituição.

JOSÉ HENRIQUE MARIANTE / Folhapress

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