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Embaixada do Brasil na República Democrática do Congo é atacada

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A embaixada do Brasil em Kinshasa, na República Democrática do Congo, foi alvo de ataques, afirmou o Ministério de Relações Exteriores em comunicado à imprensa nesta terça-feira, citando que funcionários da representação não foram atingidos.

“O Brasil confia em que o governo congolês envidará todos os esforços para controlar a situação”, afirmou o ministério. O órgão ainda afirmou que a bandeira brasileira foi levada pelos manifestantes.

Itamaraty declarou preocupação com situação no país. Leia um trecho da nota publicada pelo ministério:

“Preocupam, em especial, a deterioração da situação humanitária e a perpetração de violência contra a população e infraestrutura civis. O Brasil exorta os atores envolvidos no conflito a retomarem o acordo de cessar-fogo e a se engajarem nos esforços de mediação em curso, sobretudo no âmbito dos processos de Luanda e de Nairóbi, com vistas ao arrefecimento das tensões regionais e à obtenção da paz sustentável na região dos Grandes Lagos”, declarou o Ministério das Relações Exteriores, em nota.

Embaixada do Brasil não foi único alvo. As embaixadas da França, Estados Unidos, Uganda, Quênia e Ruanda também foram atacadas. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou os ataques à embaixada francesa como “inaceitáveis”. Já o homólogo queniano, Musalia Mudavadi, disse que o país “está profundamente preocupado com os ataques contra os escritórios e o pessoal de nossa embaixada em Kinshasa”.

Manifestantes tomaram ruas na República Democrática do Congo. Rebeldes do grupo M23 tomaram controle do aeroporto da maior cidade do país, Goma, nesta terça-feira, depois de capturarem a cidade em uma ofensiva que deixou corpos espalhados pelas ruas.

Em Goma, a situação continua grave e instável. “Ainda há muitos tiros, incluindo armas pesadas, e muitos corpos nas ruas. Muitas pessoas foram mortas”, lamentou Bruno Lemarquis, representante especial adjunto da ONU na RDC e coordenador das operações humanitárias, em entrevista à RFI.

THIAGO BOMFIM E PEDRO VILAS BOAS / Folhapress

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