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Empresário alvo do PCC foi atingido na cabeça e morreu na hora; veja passo a passo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ao deixar a área do desembarque no terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com a namorada, o empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, 38, morreu após ser atingido por tiros no abdômen e na cabeça.

A morte no local foi constatada pelos policiais que chegaram à cena do crime e registrada no boletim de ocorrência. A Folha teve acesso ao documento, que detalha a cronologia da morte do empresário, no ataque que deixou três feridos. Ele havia chegado com a namorada de uma viagem ao Nordeste, na qual estava acompanhado por seu motorista.

Antes do tiroteio que matou Gritzbach e deixou três feridos, um Volkswagen Amarok, no qual estavam o filho dele e quatro policiais militares de sua escolta, estava indo para o aeroporto, mas o veículo teve um defeito, de acordo com o boletim, e ficou num posto de gasolina próximo do local.

Dois policiais e o filho de Gritzbach, segundo o registro, seguiram para o terminal em outro carro, uma Chevrolet Trailblazer.

Ao chegar ao terminal 2, o motorista de Antonio, que o acompanhou na viagem ao Nordeste, avisou a escolta sobre o desembarque do empresário.

Imagens de câmeras de segurança mostram que o empresário já havia atravessado a primeira faixa fora do desembarque e caminhava perto de um Gol preto que havia acabado de estacionar em frente a um ônibus da Guarda Civil Municipal de Guarulhos.

Foi nesse momento, às 16h03, segundo o boletim de ocorrência, que dois homens, com os rostos cobertos com balaclavas, saíram do Gol e começaram a atirar com armas longas, segundo as imagens. O ônibus foi atingido por estilhaços, de acordo com o boletim. Os atiradores correm de volta para o veículo, que arranca.

Os tiros que mataram o empresário atingiram outras três pessoas, que disseram não conhecê-lo. Uma delas, atingida nas costas, é motorista de aplicativo e foi levada à UTI do Hospital Geral de Guarulhos.

A segunda pessoa ferida também foi encaminhada ao hospital com um ferimento na mão e uma luxação no ombro. Já a terceira teve ferimento superficial no abdômen, foi atendida no local e em seguida, liberada para prestar informações.

O motorista do empresário voltou ao local após o tiroteio, e foi quando os investigadores identificaram quatro policiais militares, o filho e a namorada de Gritzbach.

Ainda de acordo com a ocorrência, a namorada e um dos policiais que integrava a escolta do empresário deixaram o local com pertences dele e do motorista.

O veículo foi encontrado por policiais militares do 3º Batalhão de Choque abandonado na rua Guilherme Lino dos Santos, a cerca de 7 km do aeroporto. No interior do automóvel foram encontrados colete balístico e munições de fuzil, de acordo com a Polícia Militar.

QUEM ERA O EMPRESÁRIO

Gritzbach era um homem jurado de morte pelo crime. Ele chegou a ser preso por suspeita de envolvimento na morte de Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, e do motorista dele, Antônio Corona Neto, 33, o Sem Sangue em 2021.

O corretor de imóvel teria desaparecido com US$ 100 milhões (R$ 547 milhões) e mandado matar Cara Preta, que seria o dono do dinheiro, segundo a Promotoria.

Os policiais do DHPP afirmaram, em 2022, que Cara Preta teria passado o valor para que Gritzbach, juntamente com Pablo Henrique Borges, investisse o valor em criptomoedas. O dinheiro, no entanto, sumiu, e Anselmo foi morto.

No final de 2023, o corretor de imóveis sofreu um atentado em um imóvel no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Policiais chegaram a afirmar para a Folha, à época, que a morte dele era uma das missões repassadas aos integrantes da facção criminosa.

PAULO EDUARDO DIAS E LUCAS LACERDA / Folhapress

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