RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Estado de São Paulo decretou emergência por dengue duas vezes na história

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Estado de São Paulo decretou situação de emergência em saúde pública devido à epidemia de dengue duas vezes na história: a primeira ocorreu em março de 2024 e a segunda foi anunciada nesta quarta-feira (19), após o registro de 113 óbitos e cerca de 300 casos por 100 mil habitantes.

A medida permite a implementação de ações de combate a dengue com maior agilidade, além da realocação de recursos e repasses extras do governo federal.

No ano passado, a situação de emergência foi decretada em 4 de março, quando também havia cerca de 300 infecções por 100 mil habitantes e 33 óbitos confirmados.

O estado contabilizou 2.148.070 casos de dengue e 2.185 mortes por dengue em todo o ano de 2024. A situação de emergência foi revogada em 23 de setembro, quando as infecções e óbitos começaram a diminuir.

Hoje, 59 municípios paulistas estão com o decreto de emergência por dengue ativo, com 124.038 casos confirmados. Há ainda 82.908 casos e 233 óbitos em investigação. A gestão estadual prevê que a doença atinja o pico em meados de abril.

Ainda não há previsão de repasse federal devido à situação de emergência no estado, segundo informou à reportagem o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva. Apesar disso, a medida permite que o governo paulista esteja apto a receber recursos extras da União para combater a dengue.

Carlos Magno Fortaleza, presidente da SPI (Sociedade Paulista de Infectologia), afirma que o decreto também permite que o estado utilize recursos de outros programas de saúde, ou até mesmo de outras áreas, para atuar no controle da doença.

“A situação de emergência serve ainda para alertar a população, para que esteja atenta aos sinais da doença. No caso do profissional de saúde, há uma necessidade muito grande de reconhecer o potencial de gravidade da dengue, de saber quais casos podem ser tratados em casa e quais precisam de mais atenção”, diz.

Além disso, a situação emergencial facilita a execução de medidas de emergência, como contratação de profissionais da saúde, sem licitação.

A declaração de emergência assinada pelo governador Tarcísio de Freitas deve ser publicada na quinta-feira (20), de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado. O documento trará as medidas que serão tomadas a partir do decreto.

Em 2024, algumas autorizações foram para a aquisição de insumos e materiais e contratação de serviços e servidores necessários ao atendimento da situação emergencial.

Na manhã desta quarta (19), o governo já anunciou medidas que serão tomadas neste ano para combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e cikungunya.

Entre elas está o aumento do financiamento para internações de pacientes com dengue, com um acréscimo de 20% no teto MAC (Média e Alta Complexidade). Com isso, será beneficiada a assistência prestada pelos hospitais e unidades de saúde conveniadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) em todas as regiões do estado.

Outra medida foi o investimento de R$ 3 milhões na aquisição de 100 novos equipamentos de nebulização portátil e mais dez de nebulização ambiental. Ao todo, o governo estadual disponibiliza 730 máquinas portáteis e 55 pesadas para o combate ao mosquito transmissor da dengue.

Diante do cenário epidemiológico, também foi feita a aquisição de medicamentos, como sais de reidratação oral, soro fisiológico e antitérmicos para o tratamento de pacientes. Há um estoque com 32 milhões destes itens para apoiar os municípios.

VACINAÇÃO CONTRA A DENGUE

Crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos podem se vacinar contra a dengue. A vacinação também pode se entender para outras idades em casos em que o imunizante está próximo do vencimento.

Doses que estiverem a dois meses do fim do prazo de validade poderão ser aplicadas em pessoas de 6 a 16 anos ou remanejadas para cidades que ainda não fazem a vacinação. Já as doses que estiverem a um mês do vencimento poderão ser aplicadas em pessoas que tenham entre 4 anos e 59 anos, 11 meses e 29 dias, conforme indicação da bula.

Sem doses com prazo de validade próximo do vencimento, a cidade de São Paulo não vai ampliar a faixa etária do público-alvo apto a receber a vacina contra a dengue.

LAIZ MENEZES / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS