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Fatia do Master que será comprada pelo BRB deve sofrer nova redução

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A fatia que o estatal BRB (Banco de Brasília) vai adquirir do Master deve sofrer uma nova redução. De acordo com informações de pessoas próximas que participam das negociações no Banco Central, o chamado perímetro da operação de aquisição do banco de Daniel Vorcaro (ativos que farão parte do negócio) será menor do que o informado anteriormente.

Na prática, o perímetro da operação define o tamanho do Master que o BRB pretende comprar. Uma das razões que está sendo apontada para a diminuição do perímetro são problemas de documentação que foram encontrados em vários ativos e passivos do banco privado.

Os ativos cuja documentação não seja satisfatória deverão ser retirados do perímetro, segundo informou à reportagem uma pessoa a par das negociações.

No início de maio, quando o BRB protocolou a documentação com um nova proposta do negócio ao BC (Banco Central), fez uma primeira redução do perímetro. O conjunto de ativos remanescentes que não seriam adquiridos pelo banco estatal ficou conhecido como “bad bank” (banco ruim), enquanto a parte a ser adquirida foi chamada de “good bank” (banco bom).

O valor dos ativos excluídos do perímetro foi recalculado, na época, e aumentou de R$ 23 bilhões para R$ 33 bilhões. Foram retirados ativos de maior risco e menor liquidez, como precatórios, mas também algumas operações de crédito do Master.

A diminuição do perímetro ajudou a diminuir as resistências à operação e abriu caminho para a entrada do BTG Pactual no negócio. No fim de maio, Vorcaro fechou uma negociação com o BTG, de André Esteves, para a venda de ativos no valor de cerca de R$ 1,5 bilhão. Em comunicado ao mercado, o BTG afirma que o negócio inclui ações de empresas como Light (15,17% do capital social) e Méliuz (8,12% do capital social), por meio da cessão de cotas de fundos de investimento. A negociação também envolve precatórios e imóveis como o prédio do Hotel Fasano, em São Paulo.

Agora, com uma nova diminuição do perímetro, o valor desses ativos a serem retirados será maior. Para o Banco de Brasília, no entanto, a operação continua sendo interessante mesmo com as mudanças. O BRB deve comunicar em breve ao mercado o valor do novo perímetro.

Na quinta-feira da semana passada (26), o presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, informou que a instituição pediu mais informações para concluir a análise do processo de compra do Master pelo BRB.

Antes da fala de Galípolo, a expectativa era de que o sinal verde do BC saísse na semana passada, o que não aconteceu, alimentando rumores no mercado sobre empecilhos para a aprovação.

A aquisição de 58% do Master pelo BRB foi anunciada em 28 de março. A operação provocou discussões entre o BC e os principais bancos do país sobre o uso do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante as aplicações dos clientes até R$ 250 mil.

ADRIANA FERNANDES / Folhapress

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