Flávio Bolsonaro diz que é alvo de ‘guerra psicológica’ com especulações sobre escândalos

Flávio voltou a atacar o governo federal ao afirmar que pessoas ligadas ao PCC e ao esquema de fraudes no INSS teriam influência sobre o Palácio do Planalto.

Foto: Sergio Lima/AFP

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (6) que enfrenta uma “guerra psicológica” em sua campanha diante de especulações sobre escândalos que possam atingir sua candidatura. O presidenciável enfrenta desgastes desde maio com a revelação de que pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao podcast Market Makers, o candidato descartou deixar a corrida presidencial e rejeitou a possibilidade de abrir espaço para outro candidato da direita. “Estão nos punindo pelo que pode acontecer no futuro, algo que ninguém sabe. Posso garantir que não há nada de errado da minha parte”, afirmou.

Ao seu lado, a economista Daniella Marques, que era cotada para ser sua candidata a vice-presidente, reiterou que, em um Estado democrático de Direito, o ônus da prova cabe ao acusador e criticou o que classificou como uma sucessão de ilações contra o senador.

Questionado sobre sua relação com Vorcaro, controlador do Banco Master, o senador afirmou que o contato ocorreu exclusivamente em razão da busca por investidores privados para financiar um filme sobre Bolsonaro.

Disse ainda que apoiou pedidos para investigar o banco justamente por acreditar que não haveria irregularidades. Flávio também voltou a fazer acusações, sem apresentar provas, de que integrantes do governo Lula teriam atuado para favorecer o Master em negociações envolvendo o Banco Central.

Nesse contexto, o candidato citou que Lula defendeu segurar a venda do Master até a troca da presidência do Banco Central.

Daniella afirmou que Vorcaro mantinha relações com diversos agentes do mercado financeiro e do Judiciário e disse que não havia proximidade entre o empresário e Flávio Bolsonaro. Segundo ela, o controlador do Master “fez negócio com todo mundo na Faria Lima”.

Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro, em 2025, para financiar o filme “Dark Horse“, sobre a vida de Bolsonaro. Ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente pagos. O caso se tornou um inquérito conduzido pela Polícia Federal.

Na entrevista, o candidato citou denúncias de que organizações criminosas como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital estariam usando corretoras ligadas a empresas da Faria Lima para lavar dinheiro, e criticou a falta de compliance. “Que mundo é esse em que pessoas não querem fazer um esforço para melhorar seus mecanismos de controle?”

Em outro momento, o presidenciável também voltou a atacar o governo federal ao afirmar, sem apresentar provas, que pessoas ligadas ao PCC e ao esquema de fraudes no INSS teriam influência sobre o Palácio do Planalto.

 

ANA LUIZA ALBUQUERQUE E MARIANA ZYLBERKAN / Folhapress

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