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Força Nacional atuará em Porto Velho (RO) em meio a ataques ligados a facções criminosas

CURITBA, PR (FOLHAPRESS) – Agentes da Força Nacional devem começar a chegar a Porto Velho nesta quinta-feira (16), após autorização do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A cidade vive uma onda de ataques que, de acordo com a Polícia Militar de Rondônia, estão sendo promovidos por facções criminosas.

Desde segunda-feira (13), cerca de 20 ônibus, incluindo veículos escolares, foram incendiados por pessoas ligadas aos grupos criminosos, segundo a PM.

Segundo a Semtran (Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes), o sistema de ônibus chegou a operar com 50% da frota na manhã de terça-feira (14), mas os serviços foram totalmente paralisados no início da tarde a pedido do Sitetuperon (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Estado de Rondônia).

A entidade pediu o recolhimento total da frota de ônibus para garantir a integridade física dos trabalhadores. Até o início da noite desta quarta-feira (15), o serviço de transporte coletivo permanecia suspenso. Segundo a prefeitura de Porto Velho, o sistema de ônibus registra em média cerca de 60 mil passagens por dia.

De acordo com a prefeitura, o transporte escolar não foi afetado porque ainda não teve início o ano letivo. “Parte significativa da frota dos ônibus escolares foram recolhidos ao pátio do 5º Batalhão de Engenharia de Construção por medida de segurança”, acrescentou a prefeitura, em nota.

A portaria assinada por Lewandowski nesta terça-feira (14) prevê o emprego da tropa por um período inicial de 90 dias. Agentes da Força Nacional já atuam no estado desde setembro em ações de combate a queimadas e crimes ambientais.

Questionado pela reportagem nesta quarta-feira (15) sobre a quantidade de agentes que serão enviados à capital de Rondônia, o ministério informou que o número não será divulgado, “por motivos de segurança da população e dos agentes”. Outro efetivo de agentes deve chegar à capital do estado na sexta-feira (17).

A PM afirma que os ataques representam uma retaliação à Operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura, deflagrada no final de dezembro em dois condomínios de habitação popular, o Morar Melhor e o Orgulho do Madeira.

Desde então, mais de 20 pessoas foram presas. Organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho atuariam nos condomínios.

Na noite de domingo (12), um policial militar, o cabo Fábio Martins, foi assassinado com tiros dentro do residencial Orgulho do Madeira, onde ele morava.

No dia seguinte, na tarde de segunda, a PM fez uma nova etapa da operação para, segundo o governo de Rondônia, dar “uma resposta enérgica do Estado ao crime que vitimou o cabo”.

Segundo a PM, o objetivo da operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura é “expulsar criminosos e devolver as moradias aos seus verdadeiros donos”. Cerca de 70 apartamentos já foram lacrados.

A PM alega que as facções criminosas lucram “não apenas da venda de drogas, mas de roubos e também com venda e aluguéis desses imóveis”.

CATARINA SCORTECCI / Folhapress

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