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Fórum de Ciências do Brics aponta lacunas de colaborações científicas dentro do grupo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Fórum de Academias de Ciências do Brics, grupo de países do qual o Brasil faz parte, divulgou nesta quarta-feira (25) uma declaração conjunta na qual aponta um mundo fragmentado, lacunas em colaborações científica e tecnológicas dentro do grupo e o risco da perda de oportunidades de desenvolvimento sem esforços direcionados.

A declaração também fala em criação de soluções climáticas e desenvolvimento de inteligência artificial no sul global.

Tal documento deve ser enviado aos chefes de Estado do grupo e servir como base para um novo comunicado ao final da Cúpula do Brics deste ano, que será realizada no Rio.

O fórum teve início nesta terça-feira (24) e ocorre também nesta quarta (25) na capital fluminense.

Além do Brasil, o grupo é formado por Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. O agrupamento também tem países parceiros, que são Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

“Os níveis atuais de publicações conjuntas de pesquisa e inovações revelam um potencial inexplorado”, diz a declaração proveniente do fórum. “Sem esforços deliberados e coordenados, corremos o risco de perder oportunidades transformadoras nas quais a ciência (incluindo ciências sociais e humanas) e a tecnologia poderiam abordar diferenças de desenvolvimento socioeconômico, reduzir desigualdades e melhorar a sustentabilidade ambiental.”

A declaração ainda aponta compromissos relacionados às lacunas apontadas. São eles: aumentar a colaboração científica; aproveitar a biodiversidade e sistemas de conhecimento (entre eles, os chamados conhecimentos tradicionais) para inovação; coordenar inovação direcionada a energia e soluções climáticas; promover desenvolvimento digital inclusivo; promover desenvolvimento de jovens talentos; encorajar cooperação tecnológica e investimento empresarial; reduzir lacunas de conhecimento.

Outro dos compromissos apontados diz respeito ao papel desempenhado pelas próprias academias de ciências que são parte do bloco. “Reafirmamos o papel de nossas academias como consultoras científicas estratégicas para nossos governos e facilitadoras essenciais da colaboração regional e inter-regional”, diz a declaração.

O texto fala, por exemplo, no papel do fórum em apoiar a formulação de políticas baseadas em evidências.

A declaração também propõe a criação de uma Rede de Soluções Climáticas, voltada a tecnologias para transição energética. Cita que tais esforços precisam estar alinhados com a COP30, que acontece em Belém, no Pará, em novembro deste ano.

Também aponta o compromisso de criação de programas de inteligência artificial, robotização da indústria e agricultura, governança de dados, saúde digital e ciência aberta. A ideia seria, com isso, tentar garantir que países do hemisfério sul não permaneçam “um consumidor passivo de novas tecnologias, mas um produtor e inovador ativo”.

O texto aponta ainda que a transformação digital deve ser orientada em busca de desenvolvimento sustentável.

Redação / Folhapress

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