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Fronteira agrícola do Matopiba recebe investimento de R$ 400 mi da Mosaic

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – O Matopiba, fronteira agrícola que tem atraído investimentos de grandes empresas ligadas ao agronegócio nos últimos anos, terá uma fábrica de fertilizantes da Mosaic de R$ 400 milhões.

O negócio de um dos principais players do segmento se soma a outros que têm como foco a área formada por regiões de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que concentram enormes propriedades rurais e vastas lavouras principalmente de soja e milho.

O Matopiba, fronteira agrícola que tem atraído investimentos de grandes empresas ligadas ao agronegócio nos últimos anos, terá uma fábrica de fertilizantes da Mosaic de R$ 400 milhões.

O negócio de um dos principais players do segmento se soma a outros que têm como foco a área formada por regiões de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que concentram enormes propriedades rurais e vastas lavouras principalmente de soja e milho.

A nova fábrica de fertilizantes fica em Palmeirante (TO), no terminal integrador do município, cuja inauguração ocorrerá em 16 de julho, para ampliar a atuação no Matopiba e, também, atingir o Vale do Araguaia (MT) e o norte de Goiás.

“[A fábrica fica num] Entroncamento logístico estratégico e para o fertilizante é importante, porque o fertilizante vai aonde o grão vai. É a ferrovia que liga o Porto de São Luís até ali, o Tocantins, e dentro desse contexto é um hub logístico que vai receber grãos de diversas regiões, que vai exportar esse grão e a gente vai trazer via ferrovia o fertilizante de volta”, afirmou Eduardo Monteiro, country manager na Mosaic Fertilizantes e que também é presidente do conselho de administração da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

Segundo ele, a estratégia da empresa está focada em acompanhar o crescimento de mercado nas principais regiões em que já atua e expandir nas áreas em que há espaço para melhorar.

De 17% do mercado que tinha em 2020, hoje a Mosaic concentra 22%, e além de construir uma fábrica também fez aquisição. Em 2018 comprou a Vale Fertilizantes por cerca de US$ 1,15 bilhão, num negócio que também envolveu ações da Mosaic.

O Matopiba tem visto uma corrida milionária no agronegócio nos últimos anos. Em março, a SLC Agrícola comprou por US$ 135 milhões, incluindo máquinas e equipamentos, a Sierentz Agro, que tinha um conglomerado composto por cinco clusters —a maioria no Matopiba–, com área agrícola de 100 mil hectares, todos arrendados.

A região, devido às dimensões das propriedades e a distância dos principais mercados do país, também sofre com conexão no campo, o que é fundamental para que as máquinas utilizadas transmitam os dados aos técnicos, o que atraiu a TIM para a região, segundo o diretor de IoT (internet das coisas, em inglês) e 5G da Tim Brasil, Alexandre Dal Forno.

A Case IH, fabricante de tratores e colheitadeiras, também busca esse mercado, segundo seu diretor comercial, Denny Perez, já que ele representa cerca de 10% da safra brasileira de grãos e responde por 8% dos negócios envolvendo máquinas.

A expectativa com a nova fábrica é que ela produza 500 mil toneladas de fertilizantes no primeiro ano de operação, dobrando a produção até 2028.

Os bons cenários vistos por grãos, café, laranja e cana devem fazer o mercado nacional entregar 49 milhões de toneladas de fertilizantes neste ano, 3 milhões acima do patamar de 2024, dos quais a empresa comercializa cerca de 10,5 milhões de toneladas –10 milhões em fertilizantes e 500 mil toneladas de fosfato de cálcio, em que tem 50% do mercado.

“No Matopiba seguramente é uma área em que a gente quer crescer e de fato vamos crescer com a fábrica”, disse Monteiro.

BILHÕES EM BIOINSUMOS

A Mosaic também busca ganhar espaço no mercado de bioinsumos –produtos de origem vegetal, animal ou microbiana que atuam no crescimento e no desenvolvimento da planta e melhoram a fertilidade do solo ou inibem pragas.

“Quando você fala de bioinsumos, fala de biocontrole e bionutrição. A Mosaic vai entrar em bionutrição, que numa linguagem muito simples é a saúde do solo.”

Combinar as duas estratégias, a tradicional e o bioinsumo, é uma saída que o executivo também vê para avançar.

O mercado de bioinsumos no Brasil é de cerca de US$ 1 bilhão por ano, com perspectiva de atingir, até 2030, US$ 3 bilhões.

“Quando você compara com os números de fertilizantes, são números pequenos, porém são segmentos altamente complementares. Hoje você tem muitos players participando, a gente entende que vai haver uma consolidação disso no futuro e oferecemos uma solução prática para os nossos canais.”

Dados da CropLife Brasil apontam que, até 2032, o mercado de bioinsumos deve triplicar o faturamento, o que tem impulsionado a disputa por uma fatia de mercado no agronegócio brasileiro.

Só na safra 2023/24, esse mercado ficou 15% maior e, nos últimos três anos, cresceu a uma taxa média anual de 21%. Em oito anos, a estimativa é que os negócios no mundo cheguem a US$ 45 bilhões.

“Nos últimos 40 anos, o Brasil teve uma evolução tecnológica fantástica na agricultura. A gente é a meca do agronegócio. Se você pegar a tecnologia que era aplicada 40 anos atrás e quisesse produzir a mesma coisa que você produz hoje, precisaria de 120 milhões de hectares a mais. E o Brasil tem 80 milhões de hectares de agricultura […] É o único país do mundo que vai poder atender toda essa demanda de crescimento com o viés de ganhar produtividade e expansão de área sem devastar a Amazônia e a área preservada do cerrado.”

MARCELO TOLEDO / Folhapress

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