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Gato de 300 mil anos pode ser o menor do mundo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Cientistas encontraram partes de uma mandíbula de felino fossilizada em uma caverna de Hualongdong, na China. Os pesquisadores acreditam que o gato viveu há 300 mil anos.

Tão pequeno que praticamente caberia na palma da mão humana esticada. A nova espécie está sendo considerada pelos profissionais da expedição como o ‘menor gato do mundo’, tendo entre 35 e 50 cm. O estudo com os detalhes da pesquisa foi publicado no periódico Annales Zoologici Fennici.

O fóssil encontrado corresponde à mandíbula inferior do felino, que pode pertencer a um grupo mais amplo, conhecido como gatos-leopardo. No estudo, liderado por especialistas da China e da Suécia, o achado indica uma nova espécie dentro do grupo: a Prionailurus kurteni. “Esta espécie representa o menor membro fóssil conhecido da família Felidae até o momento”, relata o estudo.

A espécie Prionailurus kurteni é comparável, em tamanho, a duas espécies de gatos ‘modernos’. De acordo com o estudo, a nova espécie se aproxima do gato-ferrugem-pintado e do gato-de-patas-pretas (Prionailurus rubiginosus, e Felis nigripes, respectivamente). “Este gato [da nova espécie Prionailurus kurteni] é claramente menor que um gato doméstico. É comparável ao menor gato vivo, com cerca de 1 quilo”, explicou Qigao Jiangzuo, líder do estudo, em entrevista ao portal Live Science.

CAVERNA ONDE FÓSSIL FOI ENCONTRADO É FONTE DE ACHADOS VARIADOS

Encontrar fósseis de gatos na região é raro para os especialistas. Por serem geralmente pequenos e frágeis, os fósseis dos felinos eventualmente encontrados na área não estão bem preservados, dificultando a análise dos cientistas. Assim como o fragmento recentemente descoberto, a maioria dos fósseis encontrados correspondem à dentição ou aos ossos da mandíbula do animal.

Além do fóssil da espécie Prionailurus kurteni, a caverna Hualongdong já foi palco para descobertas anteriores. Segundo o portal Live Science, o local continha restos mortais de humanos antigos, de ursos pardos e de diferentes roedores, como a ratazana e o rato-almiscarado. A presença destes fósseis adicionais levou os especialistas a acreditar que a área era mais fria do que outros locais próximos, e também a especular sobre a relação entre as espécies de felinos e os antigos humanos que ali viviam, relatou o portal.

“A descoberta de fósseis de animais no sítio de Hualongdong pode ajudar a esclarecer o meio ambiente, a dieta e as ameaças potenciais enfrentadas pelos humanos arcaicos”, disse Qigao Jiangzuo ao China Daily.

Os ratos e os gatos podem ter sido atraídos à caverna por conta de restos de comida deixados pelos humanos que viviam no local. “Não está claro se esses gatos faziam parte da dieta dos habitantes das cavernas, devido à ausência de marcas de eventuais golpes nos fósseis”, explicou Jiangzuo ao portal China Daily.

O ângulo de um dos dentes do fóssil sugere que a Prionailurus kurteni pode estabelecer uma ligação entre três outras espécies. Segundo Jiangzuo, a nova espécie pode ser o ponto em comum entre os gatos-leopardo, os ancestrais comuns do gato doméstico, e o gato-de-pallas (Otocolobus manul). “Planejamos pesquisar sistematicamente os fósseis de gatos na China e em todo o mundo que não foram bem estudados no passado. Esperamos rastrear as origens e a diversidade passada da família dos felinos”, afirmou ao Live Science.

“A identificação da [espécie] Prionailurus kurteni sugere uma diversidade potencialmente elevada de Prionailurus durante o tempo pré-histórico, sublinhando a importância de revisitar a taxonomia de pequenos felídeos [felinos] para obter uma melhor compreensão da evolução e diversificação desta família” diz trecho do estudo publicado no Annales Zoologici Fennici.

Redação / Folhapress

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