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Governador do RJ joga tênis com Zverev e promete resposta dura à violência

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, recebeu na manhã desta segunda-feira (17), no Palácio Laranjeiras, a comitiva do Rio Open, torneio ATP 500 de tênis que acontece na capital carioca ao longo desta semana. No encontro, o político bateu bola com o tenista alemão Alexander Zverev, número 2 do ranking, e também comentou sobre a crise de violência no estado.

O QUE ACONTECEU

Castro foi questionado sobre o ataque de traficantes à delegacia de Campos Elísios, em Duque de Caxias (RJ). O episódio aconteceu no último sábado (15), quando bandidos tentavam resgatar comparsas presos.

O governador prometeu uma resposta dura e garantiu que a reação já acontece. O político classificou o ato como “terrorismo” e dividiu a responsabilidade com os direitos humanos.

A” resposta já começou. Já foram seis pessoas presas. Nós estamos ocupando a comunidade desde o próprio sábado. Quando eu falei que a gente ia ser duro, que a gente ia ser implacável, ninguém está falando em derramamento de sangue. Só falou que a polícia já está sendo enérgica e vai ser cada dia mais. Não adianta essa turminha dos Direitos Humanos querer ficar protegendo bandido. O bandido está cada dia mais abusado. Ele não respeita a vida de ninguém. Lá no Complexo de Israel, na operação do ano passado, eles foram na rua atirar a esmo nas pessoas só para o seu líder não ser preso. Isso é terrorismo. Infelizmente, tem gente que defende essa turma, tem gente que acha que a polícia chega à toa. Não chega porque tem colegiamento, tem política de segurança, tem investigação, tem inteligência, senão não chegaria perto”, disse o governador.

TENISTA NAS HORAS VAGAS, BATEU BOLA COM Nº 2 DO MUNDO

A cerimônia contou com a presença do tenista alemão Alexander Zverev e dos brasileiros Marcelo Melo e Rafael Matos. A diretoria do Rio Open também esteve presente assim como o secretário de Esportes, Rafael Picciani, e o secretário da Casa Civil, Nicola Miccioni.

Castro os recebeu na chegada e apresentou as dependências do Palácio Laranjeiras. Com a ajuda de um tradutor, disse a Zverev: “Apesar de aqui ser lindo, eu não moro aqui porque aqui não tem cara de casa”, algo que arrancou uma risada do alemão após ele ouvir a tradução.

Depois dos discursos, os convidados foram para a parte externa onde uma mini quadra de tênis foi montada. Por lá, Cláudio Castro bateu bola com Zverev e posou para fotos. O governador costuma praticar o esporte em suas horas vagas.

Sobre o Rio Open, Castro revelou que o torneio já disputa com o Rock in Rio em termos de procura por ingressos. Ele citou dados em que a competição só perde em rapidez de venda para o festival de música.

“A gente espera que seja um evento de muito sucesso. Hoje o Rio Open faz essa disputa sadia com o próprio Rock in Rio, com quem esgota os ingressos mais rápido. Só que um é um show de música mundial e o outro é um campeonato de tênis. Então demonstra o sucesso que é o Rio Open. Eu não tenho dúvida de que cada dia o Rio está mais preparado para sediar grandes eventos”, disse Castro.

O QUE MAIS CLÁUDIO CASTRO FALOU?

Investimentos nas polícias: “Estamos comprando o primeiro Black Hawk (helicóptero militar) de uma força estadual do Brasil. Apreendemos ano passado 732 fuzis. A Bahia, que segundo o relatório da Segurança Pública, é o estado mais violento do Brasil, apreendeu 78. Só em janeiro o Rio apreendeu 84.Essas armas não são fabricadas aqui. O Brasil, ano passado, trouxe os 20 maiores líderes mundiais aqui (G-20), trouxe os países todos que fabricam arma aqui e, curiosamente, não citou o assunto de armas. Quando a gente fala que alguns trabalham e outros contam história, é por isso. O Governo do Estado investe mais de R$ 1 bi por ano na segurança pública. Nós já chamamos mais de cinco mil policiais e vamos chamar mais cinco mil até a minha saída. Passamos de 20 bases de Segurança Presente para 50. Compramos 500 viaturas semi-blindadas todo ano. Todos os nossos coletes e armamentos são 100% dentro da validade. Agora estão chegando os capacetes balísticos para cuidar mais ainda do nosso policial. Só que é o seguinte: nós estamos sozinhos nessa guerra. Os estados estão sozinhos nessa guerra”.

Não foi convidado para o Brics: “Não, o Governo Federal politiza esse tipo de evento. Já não convidaram a gente para o G20. Só convidam os aliados. Só convidam os prefeitos que são aliados. Eu não sei que relação é essa institucional. Eles são desrespeitosos e mal educados. A turma do Governo Federal é desrespeitosa e mal educada, porque não sabe que você pode ser adversário político. Mas, por exemplo, no G20, o estado do Rio botou mais de R$ 30 milhões em eventos fora toda a questão da segurança pública e sequer foi convidado porque o ministro das Relações Exteriores não aceita ser criticado. Então, quando a gente critica, eles retaliam não convidando para os eventos. Por isso que, mais uma vez, ele só foi na Prefeitura e a gente vai estar sempre aqui para ajudar. Eu espero que o próprio presidente olhe isso, porque ao fim das contas é o governo dele, é o nome dele. Ele que fala tanto em democracia, isso é um acinte à democracia. Você não convidar um chefe de um estado simplesmente porque na eleição ele não caminhou com você”.

BRUNO BRAZ / Folhapress

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