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Governador indonésio reconhece falta de estrutura na região para casos como o de Juliana Marins

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador da província de West Nusa Tenggara, na Indonésia, admitiu que falta estrutura para casos como o de Juliana Marins, que exigem um resgate de grande complexidade.

Na região comandada por Lalu Muhamad Iqbal fica o vulcão Rinjani, onde a brasileira morreu. Ela caiu de um penhasco enquanto fazia uma trilha e só foi resgatada quatro dias após a queda, já sem vida.

Em carta aberta, Iqbal reconhece que o número de profissionais certificados em resgate vertical é insuficiente na região e diz que o governo irá trabalhar para aprimorar a segurança, já que o Rinjani se tornou uma atração turística popular.

O governador indonésio também lamentou a morte de Juliana. Ele afirmou que a mobilização para o resgate da brasileira foi imediata, desde o momento em que sua gestão soube do acidente.

Lalu Muhamad Iqbal disse que grande parte da equipe de resgate foi formada por voluntários e que condições adversas como névoa espessa dificultaram o uso do helicóptero.

Juliana escorregou no monte Rinjani, uma das atrações turísticas mais populares do país asiático, com 3.726 metros de altitude.

Na quarta-feira (25), o corpo dela foi resgatado com múltiplas fraturas e com grave hemorragia interna, o que explicaria a morte, disse o médico legista responsável pela autópsia.

Juliana fazia esse percurso no último dia 21 de junho, quando caiu. A brasileira só foi localizada na segunda-feira (23), com ajuda de um drone térmico. As buscas precisaram ser paralisadas diversas vezes devido às más condições climáticas.

É possível que a brasileira tenha sofrido uma segunda queda. Ainda no dia 21, vídeo feito por drone captou Juliana, sentada e em movimento, em um local íngreme. Na terça, outra gravação mostrou que ela estava em um local diferente, mais plano. A segunda queda pode tê-la levado mais para o fundo do penhasco.

A causa da morte, de acordo com o legista, foi um trauma contundente, resultando em danos a órgãos internos e hemorragia.

A trilha seguida por Juliana até o vulcão Rinjani é uma das mais populares do país asiático. O monte está localizado na ilha de Lombok e é o segundo maior do país. É possível chegar ao local por duas cidades, Senaru e Sembalum.

O trajeto até o cume do vulcão pode levar até quatro dias, segundo informações do Parque Nacional do Monte Rinjani e de agências de montanhismo locais.

A vista de cima do vulcão Rinjani é uma das principais atrações do Parque Nacional do Monte Rinjani, área preservada de 41 mil hectares que atrai turistas de todo o mundo. Dentro do monte, a caldeira do vulcão, com mais de 50 quilômetros quadrados, guarda o lago Segara Anak, uma fonte termal natural.

Redação / Folhapress

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